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José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", é investigado por suposto esquema de desvio de emendas e fraudes em licitações
G1 — Brasil · 2026-08-17T15:12:01.000Z
José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", é investigado por suposto esquema de desvio de emendas e fraudes em licitações
O empresário baiano José Marcos Moura é um dos 25 indiciados pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (17), por suspeita de integrar um esquema de desvio de emendas parlamentares.
Conhecido como "Rei do Lixo", por causa das empresas de limpeza urbana que administra, ele é suspeito de ser um dos chefes do grupo.
O g1 tentou contato com a defesa do empresário e dos outros indiciados, mas não havia conseguido até a última atualização desta reportagem.
Conforme a apuração da PF, os investigados são suspeitos fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Eles foram alvos da Operação Overclean, deflagrada pela corporação entre 2024 e janeiro deste ano.
'Rei do Lixo' e outros 24 investigados por desvios são indiciados pela PF
Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, também estão entre os indiciados desta segunda.
Em contato com a TV Bahia, o advogado de Lucas Maciel informou que não tinham sido notificados sobre o indiciamento.
As etapas da Operação Overclean 👇
👉 A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada no dia 10 de dezembro de 2024. Segundo a Polícia Federal (PF), servidores públicos facilitavam a vitória de empresas previamente escolhidas, que superfaturavam contratos, abrindo caminho para o desvio do dinheiro.
Sacola de dinheiro encontrada com vereador preso pela PF.
Na ocasião, 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.
Entre os presos estavam José Marcos Moura, empresário conhecido como "rei do lixo", e o vereador Francisco Manoel do Nascimento Neto, o Francisquinho Nascimento, da cidade de Campo Formoso.
Na época, a polícia já apurava uma movimentação de R$ 1,4 bilhão envolvendo contratos, principalmente com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia.
O vereador foi flagrado pela Polícia Federal jogando uma sacola com mais de R$ 220 mil em dinheiro pela janela.
👉 Treze dias depois, a PF deu início à segunda fase. Na ocasião, foram presos o então vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro (Republicanos), e outras três pessoas.
👉 No dia 3 de abril do ano passado, a PF deflagrou a terceira fase da operação. Entre os alvos, estavam novamente o "rei do lixo" e o ex-secretário de Educação de Salvador e então secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral.
👉 Na quarta fase da Overclean, no dia 27 de junho, R$ 3,2 milhões foram apreendidos no armário do ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT).
O prefeito de Ibipitanga, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), e o prefeito de Boquira, Alan Machado França (PSB), também foram investigados nessa fase.
Mais de R$ 3 milhões foram encontrados em gavetas da casa de ex-prefeito na Bahia
👉 No quinto momento da operação, deflagrada no dia 17 de julho, o foco foi o uso irregular de emendas parlamentares repassadas pelo deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que não foi alvo da operação.
Na ocasião, cédulas de R$ 20 foram encontradas em um sapato que estava na casa de Francisquinho Nascimento. Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso e irmão do deputado Elmar, também foi alvo da PF.
👉 No dia 14 de outubro do mesmo ano, a sexta fase da ação mirou o deputado federal Dal Barreto (União Brasil). Ele teve o celular apreendido pela PF no Aeroporto Internacional de Salvador.
👉 Na sétima fase da operação, ocorrida no dia 16 de outubro, o prefeito de Riacho de Santana, Dr João Vítor (PSD), foi afastado do cargo, e o prefeito do município de Wenceslau Guimarães, Gabriel de Parísio (MDB), foi preso por posse ilegal de arma de fogo.
👉 No dia 31 de outubro, a oitava fase da Operação Overclean cumpriu 5 mandados fora da Bahia.
👉 Apontado como principal alvo dessa fase da operação, o deputado federal baiano Felix Mendonça Jr (PDT) teve nove mandados de busca e apreensão cumpridos contra ele. Na nona fase da ação, também foi feito o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigados poderão responder pelos crimes de:
corrupção ativa e passiva;
fraude em licitações e contratos administrativos;
além de lavagem de dinheiro.
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