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Diretor de escola municipal é afastado e supervisor de pátio é demitido após denúncias de estupro coletivo de duas alunas

Diretor é afastado e funcionário é demitido de escola onde estupros foram denunciados no Cabo de Santo Agostinho

G1 — Brasil · 2026-08-17T15:48:34.000Z

Diretor é afastado e funcionário é demitido de escola onde estupros foram denunciados no Cabo de Santo Agostinho

O diretor da escola municipal no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, onde dois casos de estupro coletivo foram denunciados, foi afastado de suas funções, e um funcionário terceirizado que trabalhava como supervisor de pátio no colégio foi demitido (veja vídeo acima). Segundo a prefeitura, eles foram citados nas denúncias das duas vítimas.

Não foi informada a relação dos dois profissionais com os casos que vitimaram duas alunas da escola, ambas com 14 anos. Os nomes dos envolvidos e da unidade de ensino não serão divulgados pelo g1 para preservar as vítimas, em conformidade com o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Em nota divulgada na sexta-feira (14), a prefeitura informou que o afastamento do diretor e a demissão do funcionário aconteceram "para a abertura de procedimento administrativo de apuração". A gestão municipal também afirmou que foram adotadas "medidas necessárias" para garantir que o funcionamento da escola continue, sem detalhar as ações implementadas.

Os cinco adolescentes denunciados pelos abusos foram suspensos da escola por tempo indeterminado (veja vídeo abaixo). Segundo a prefeitura, esses alunos não frequentam mais a instituição de ensino desde a denúncia do segundo estupro, que foi feita no dia 3 de agosto.

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Relembre o caso

Uma aluna da escola denunciou que foi abusada dentro da sala de aula por cinco adolescentes;

Segundo a advogada da vítima, Luanny Porto, a estudante foi ameaçada por eles, que disseram que matariam a família dela se o caso fosse denunciado;

Ainda segundo a defesa, a vítima foi surpreendida pelos agressores, que "apagaram a luz, deram uma rasteiras e socos nela e cometeram a violência";

Após a denúncia do dia 3 de agosto, outra aluna relatou ter sido abusada, pelos mesmos agressores, um mês antes, no início de julho;

As duas alunas prestaram queixa na polícia e pararam de frequentar a escola desde o dia 4 de agosto;

Conforme os relatos das vítimas, os agressores são colegas de classe, do 9º ano, e as abordaram quando elas estavam sozinhas na sala de aula, no intervalo escolar;

Os adolescentes receberam suspensão da escola por tempo indeterminado;

O crime mais recente aconteceu quando a estudante decidiu lanchar dentro da própria sala;

O primeiro caso foi semelhante, pois a vítima costuma comer sozinha durante o intervalo pois tem histórico de sofrer bullying;

As mães das vítimas relataram que as jovens estão abaladas e com medo após sofrerem a violência;

A prefeitura do Cabo informou que a transferência das alunas e o serviço de acompanhamento psicológico estão sendo tratados diretamente com as famílias das vítimas;

O caso, que segue em segredo de Justiça por envolver adolescentes, é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

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