ITATIBA1

Tebet, Salles e Geraldo Rufino declaram os maiores patrimônios entre os candidatos ao Senado por SP; Marina e Schiavetto os menores

Os oito principais candidatos ao Senado no Estado de São Paulo, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

G1 — Brasil · 2026-08-17T15:46:56.000Z

Os oito principais candidatos ao Senado no Estado de São Paulo, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os oito principais candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo em 2026 registraram oficialmente suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declararam os patrimônios financeiros que têm antes do pleito de outubro.

Segundo o levantamento do g1, os candidatos Simone Tebet (PSB), Ricardo Salles (Novo) e Geraldo Rufino (Podemos) são os candidatos com maiores patrimônios registrados na Justiça Eleitoral neste ano.

A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), afirmou que tem atualmente R$ 10,6 milhões em bens. O número é 356% maior que os R$ 2,3 milhões declarados por ela em 2022, quando foi candidata à Presidência da República pelo MDB.

Campanha eleitoral começou neste domingo (16)

Na comparação entre as duas prestações de contas, chama atenção o fato de em 2022 Tebet não ter declarado uma fazenda no valor de R$ 8,9 milhões no município de Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul.

Por meio de nota, a assessoria da candidata do PSB afirmou que, de 2022 pra cá, Tebet recebeu uma antecipação de herança feita pela mãe, que ainda mantém o usufruto das terras da família em Alvorada do Sul.

Ricardo Salles (Novo)

Na segunda colocação aparece o candidato Ricardo Salles (Novo), que tem um patrimônio de R$ 9 milhões. Na última eleição que concorreu ao cargo de deputado federal e venceu, Salles tinha apresentado um patrimônio de R$ 3,9 milhões à Justiça Eleitoral.

Em quatro anos, o patrimônio do ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) cresceu 127%, subindo R$ 5,1 milhões da última eleição até agora.

O g1 procurou o deputado federal para comentar o assunto. Ele afirmou que o crescimento de seu patrimônio se deveu ao retorno à advocacia, após cumprir uma quarentena obrigatória de cinco anos por ter exercido o cargo de ministro do Meio Ambiente.

Geraldo Rufino (Podemos)

Na contramão dos líderes, Geraldo Rufino (Podemos) teve uma queda patrimonial de 25%. Em 2018, quando concorreu ao cargo de deputado federal, ele declarou R$ 7,5 milhões em patrimônio.

Já neste ano, ele afirma que seu patrimônio caiu para R$ 5,6 milhões.

A reportagem tenta contato com a equipe de Rufino para comentar o assunto.

Já Guilherme Derrite (PP) teve um crescimento patrimonial de 148%, passando de R$ 812 mil em 2022, quando foi deleito deputado federal e depois virou Secretário da Segurança Pública de São Paulo, passando para R$ 2 milhões quatro anos depois.

Candidatos mais pobres

No andar de baixo da tabela, os candidatos André do Prado (PL), Marina Silva (Rede) e Guto Schiavetto (Missão) estão entre os candidatos com menor patrimônio entre os concorrentes às duas vagas de senador deste ano.

André do Prado declarou em 2022 que tinha R$ 381 mil em patrimônio, quando concorria ao cargo de deputado estadual e foi eleito.

Neste ano, Prado afirma que seu patrimônio subiu para R$ 692 mil. Alta de 81% em relação à última eleição.

Já Marina Silva (Rede), que tinha R$ 120 mil em 2022, quando foi eleita deputada federal por São Paulo, agora registra R$ 274 mil, alta de 126%, ou cerca de R$ 127 mil.

O empresário Guto Schiavetto (Missão), de Limeira, no interior de São Paulo, participa de sua primeira disputa eleitoral e declarou o patrimônio de R$ 116 mil.

Patrimônio dos candidatos ao Senado em SP

Leia no Itatiba1 →