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SAF Botafogo atualiza plano de RJ e exclui proteção à Eagle; veja o que mudou

Voz do Setorista: análise da derrota do Botafogo e momento de Franclim Carvalho

ge — Futebol · 2026-08-17T16:22:21.000Z

Voz do Setorista: análise da derrota do Botafogo e momento de Franclim Carvalho

A SAF Botafogo elaborou uma segunda versão do plano de recuperação judicial, cerca de um mês após a apresentação da proposta inicial. Na nova versão, uma atualização no conceito de "partes isentas" excluiu a proteção prévia à Eagle Bidco, rede multiclubes criada por John Textor.

No plano original, datado de 10 de julho, as "partes isentas" eram descritas como "as Recuperandas, sua controlada, seus acionistas na Data da Homologação, diretores conselheiros, funcionários, advogados, assessores, agentes, mandatários e representantes atuais".

O artigo 5.9 citava "isenção de responsabilidade e partes isentas", afirmando que os credores conferem "a mais ampla, rasa e irretratável quitação em relação a todos os direitos e pretensões patrimoniais, penais e morais decorrente dos referidos atos a qualquer título" em ações da gestão da SAF do Botafogo.

Na prática, era uma forma de evitar que credores fizessem cobranças voltadas aos antigos acionistas, resguardando a gestão no Botafogo.

A proposta alterada ainda terá de passar pelo crivo de todos os envolvidos no processo: Ministério Público, juiz, administrador judicial e os credores da SAF Botafogo. Nada impede que o plano sofra novas alterações antes da Assembleia Geral de Credores (AGC).

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No novo texto, datado de 15 de agosto, houve uma atualização no conceito de "partes isentas", excluindo "qualquer acionista que se qualifique como Parte Relacionada ou seja membro do mesmo grupo econômico de uma Parte Relacionada".

Ou seja: sem a proteção prévia, a Eagle Bidco poderá ser cobrada, mantendo ativo o impacto do conflito societário que a SAF define como uma das causas para a crise financeira.

Na atualização do plano, a SAF Botafogo cita a transferência de um total de 146 milhões de euros (cerca de R$ 878,6 milhões) ao Lyon, outrora clube integrante da Eagle Football. O clube carioca argumenta que as transações, entre março de 2024 e abril de 2025, ocorreram em meio ao então sistema de caixa único utilizado na rede multiclubes criada por John Textor.

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Cláusula atualizada no plano de recuperação judicial da SAF Botafogo

O artigo 3.3.3. também exclui empréstimos previamente autorizados da deliberação dos credores. Caso uma decisão que permitiu o financiamento seja alterada, isso não vai mudar a natureza extraconcursal dos créditos.

Tais dívidas permanecerão fora do plano de recuperação judicial, impedindo que os financiadores - como a GDA Luma, nova investidora - percam a prioridade de ressarcimento e entrem na fila com outros credores.

Em paralelo ao processo de recuperação judicial, o Botafogo vive momento delicado dentro de campo. Após derrota de goleada por 6 a 1 para o Cienciano, pela ida das oitavas de final da Sul-Americana, o clube voltou a perder, para o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. A sequência ruim de resultados coloca pressão sobre o trabalho do técnico Franclim Carvalho.

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