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Em caminhada com mulheres, Haddad lança campanha ao lado de Tebet e Marina, alvo de tentativa de agressão

Haddad com Marina e Tebet no lançamento da campanha

G1 — Brasil · 2026-08-17T18:02:15.000Z

Haddad com Marina e Tebet no lançamento da campanha

O primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, foi uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista nesta segunda-feira (17). O evento também reuniu as candidatas ao Senado pela chapa da esquerda no estado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

O ponto de encontro foi a Praça da República, local tradicional de manifestações da esquerda na cidade. Os candidatos andaram cerca de 400 metros até a frente ao Theatro Municipal, onde discursaram para a militância.

"Eu sei que a maioria das mulheres hoje espera segurança do seu governador. Porque a coisa está atingindo patamares inaceitáveis. Do mesmo jeito que a gente quer que as professoras e enfermeiras sejam bem tratadas, nós precisamos valorizar a nossa Polícia Militar e Polícia Civil, que são servidores que precisam da gente porque não viram uma reivindicação atendida pelo governador Tarcísio", declarou Haddad em um carro de som.

O candidato também prometeu criar, caso eleito, uma central ligada a serviços públicos para receber relaros de casos suspeitos de violência doméstica ou agressões contra crianças. O objetivo, segundo ele, é identificar as ocorrências antes mesmo de haver denúncia.

"Uma professora que identifica um comportam de uma criança não condizente com sua situação, alguma coisa que esteja perturbando ela, vai dar o nome da criança para uma central. Essa informação vai ser mantida em sigilo até que novas fontes ajudem a formar um quadro do que pode estar acontecendo. Aí o estado vai agir antes mesmo de ser provocado", disse Haddad.

Durante a fala, ele também disse que observou um aumento da intolerância no estado e fez referência ao que chamou de tentativa de intimidação sofrida por Marina Silva na caminhada. "Essa intolerância aumentou muito por causa dessa extrema direita que não respeita a diferença, não respeita o outro. Como a Marina, que não conseguiu fazer uma caminhada de 300 metros porque tinha alguém da extrema direita para tentar impedi-la", disse Haddad.

A jornalistas, Marina explicou que havia se afastado do grupo durante a caminhada para evitar empurra-empurra. Quando estava andando, foi abordada por um homem desconhecido que a agarrou no ombro e falou palavras hostis antes de ser afastado por assessores. Ela disse ter recebido suporte em um comércio.

"Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados" disse a ex-ministra do Meio Ambiente.

Haddad na caminhada com mulheres

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