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Combate ao oídio na fruticultura exige investimento em prevenção

2_Parreirais bem planejados garantem ventilação adequada para evitar chegada do oídio_Seiva do Vale

G1 — Brasil · 2026-08-17T18:31:01.000Z

2_Parreirais bem planejados garantem ventilação adequada para evitar chegada do oídio_Seiva do Vale

Acervo/Seiva do Vale

Um modelo de gestão da principal doença da parreira no mundo todo, o oídio, exige manejo integrado, combinando diversas práticas para impedir a entrada de fungos no parreiral e reduzir a umidade dentro das plantas. A metodologia, conhecida como Manejo Integrado de Doenças (MID) é considerada a estratégia mais econômica e eficaz quando o assunto é oídio.

É necessário investir na chamada poda verde, também conhecida como desfolha, em que se investe em remover o excesso de ramos e folhas na área dos frutos para aumentar a circulação de ar e a entrada de luz, o que ajuda a destruir esporos de fungos.

Com a mesma função, é preciso garantir espaçamento correto entre as plantas e fileiras, planejando o plantio com a distância adequada para evitar o abafamento da cultura. E também é importante fazer a correta destruição de resíduos, queimando ou enterrando folhas de ramos sintomáticos para evitar que o fungo fique guardado para a safra seguinte.

Manejo de Irrigação e Solo

É fundamental evitar estresse hídrico, já que a falta de água enfraquece a planta, tornando-a mais suscetível ao oídio. Da mesma forma, a adubação deve ser feita de forma equilibrada, priorizando uma nutrição balanceada e evitando o excesso de nitrogênio, que estimula o crescimento de tecidos novos e mais moles, fáceis de serem invadidos pelo fungo. Outra estratégia é fortalecer a planta com potássio e cálcio.

Tratamentos Preventivos e Barreiras

Uma das apostas é trabalhar com enxofre em pó ou molhável preventivamente nas fases mais críticas, como brotação e florescimento, pois o produto cria um ambiente tóxico ao fungo.

Em paralelo, é recomendado usar indutores de resistência, aplicando produtos à base de silício e fosfitos, que ajudam a engrossar a parede celular da folha, dificultando a penetração do fungo. O uso de óleo mineral ou vegetal, aplicado em cobertura preventiva, cria uma película que impede a fixação do esporo na folha. E, sempre que possível, o produtor deve optar por plantas e porta-enxertos que demonstram maior resistência ao oídio.

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