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Oídio é uma das principais doenças da videira e ameaça produção de uva

1_Fungo do oídio ataca folhas, brotos, flores e frutos de uma vasta gama de plantas_Seiva do Vale

G1 — Brasil · 2026-08-17T18:30:54.000Z

1_Fungo do oídio ataca folhas, brotos, flores e frutos de uma vasta gama de plantas_Seiva do Vale

Acervo/Seiva do Vale

Com registros em todas as regiões produtoras de uva do mundo, mas com presença mais marcante em áreas semi-áridas, como o Vale do São Francisco, o oídio é considerado a principal doença da parte aérea da videira. As informações são da Embrapa e confirmam uma preocupação constante dos produtores, já que a doença pode aparecer ao longo de todo o ano, devido às condições climáticas quase sempre favoráveis ao seu desenvolvimento.

O oídio é uma doença causada por fungos da família Erysiphaceae, que necessita de tecido vegetal para sobreviver. Ele se manifesta como um pó branco ou cinza que parece farinha nas folhas, caules e flores. O fungo gosta de dias secos e quentes com noites frias e umidade moderada, características do clima semi-árido.

Ele tem potencial de causar perdas drásticas na produção, já que ataca várias partes da planta e também se prolifera rapidamente, exigindo atenção constante dos produtores.

Sinais da doença

De acordo com a Embrapa, o primeiro sintoma do oídio nas folhas é o aparecimento de manchas difusas de coloração um pouco mais clara que a verde normal. Depois, aparece o pó branco acinzentado sobre o tecido atingido.

Toda parte acometida após a fase de frutificação ganha uma coloração castanha e os ramos ficam visivelmente manchados, amarronzados. Nos cachos, o ataque pode se dar antes ou após a floração. O sinal mais característico é que os botões ou as bagas ficam acinzentadas. Com o desenvolvimento do fungo, ele chega a rachar as bagas, deixando as sementes à mostra.

Impactos do oídio

O fungo compromete o desenvolvimento dos frutos, resultando em perdas quantitativas. Ele também causa rachaduras em frutos jovens e maduros, alterando a elasticidade da polpa e tornando-os suscetíveis a outras infecções e danos. Também provoca manchas e cicatrizes, depreciando a qualidade e inviabilizando a comercialização.

A presença do oídio também pode levar ao abortamento de flores e infecções durante a fase de floração. Outro impacto importante é a desvalorização comercial, já que os frutos afetados perdem qualidade estética e comercial, enquanto os infectados podem ter o sabor e a acidez alterados, prejudicando a indústria de sucos e vinhos.

O fungo também provoca enfraquecimento da planta, na medida em que o pó branco na superfície das folhas bloqueia a luz solar, inibindo a fotossíntese, processo vital para o desenvolvimento e acúmulo de reservas para o futuro. Isso pode levar à desfolha precoce, comprometendo não apenas a safra atual, mas também a produção do ano seguinte.

Além de tudo isso, o oídio produz milhares de esporos que são facilmente disseminados pelo vento, exigindo aplicações frequentes e custosas de defensivos químicos ou biológicos para um controle eficaz.

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