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Haddad diz que governo Tarcísio analisou câmeras erradas em investigação sobre suposta perseguição da PM a motorista

Câmera de segurança registra viatura policial e chegada de Haddad

G1 — Brasil · 2026-08-17T19:53:08.000Z

Câmera de segurança registra viatura policial e chegada de Haddad

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (17) que a investigação conduzida pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) pode ter analisado as câmeras erradas no caso da suposta perseguição policial relatada por seu motorista após deixá-lo em casa, na Zona Sul da capital, na semana passada.

A declaração aconteceu um dia depois de o governador e candidato à reeleição afirmar que a Polícia Militar analisou mais de 70 câmeras e concluiu que não houve perseguição, classificando o episódio como uma "falsa comunicação" de crime.

Segundo Haddad, o motorista prestou depoimento à Polícia Civil nesta segunda, quase uma semana depois do episódio. "Já começa o meu estranhamento pelo fato de que a pessoa que está pedindo socorro do Estado é a última a ser ouvida. Em geral, você ouve e depois investiga. Aqui está havendo uma inversão dos fatos", afirmou a jornalistas durante ato de campanha no Centro da capital paulista.

Haddad (PT) cobra explicação sobre abordagem de PMs a motorista

De acordo com Haddad, o motorista sustenta que uma viatura da PM parou nas proximidades do hotel onde ele buscou abrigo após se sentir seguido. Já a versão divulgada pelo governo é a de que o veículo policial apenas passou pelo local e seguiu o patrulhamento.

"A afirmação ontem foi de que a viatura não estacionou, não ficou lá. E ele está levando a informação para o delegado de que ela estacionou", disse o petista. "As imagens que foram divulgadas não pegam o local do estacionamento. Ela passa pelo carro e corta no capô. Você só consegue ver o carro do motorista. O que aconteceu com a viatura depois que passou por ele, você não vê", acrescentou Haddad.

Questionado sobre o resultado preliminar da apuração, divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) a partir da análise cerca de 70 câmeras, Haddad disse que o governo pode ter ignorado imagens importantes.

"Depende da câmera que você analisou. Você pode investigar 100 câmeras, e daí? Mil câmeras. Nós estamos levando para o delegado quais as câmeras que estão no local e que poderiam comprovar a narrativa do motorista. Eu tenho que pegar a imagem certa. Porque aquela câmera não desmente que a viatura parou, já que você não vê o que acontece com ela depois", afirmou Haddad.

Fernando Haddad em caminhada com mulheres no Centro de São Paulo

Governo fala em 'falsa comunicação'

No domingo (16), Tarcísio afirmou que a PM analisou mais de 70 câmeras de monitoramento e cruzou as imagens com dados de geolocalização das viaturas.

Segundo o governador, a apuração não encontrou evidências de perseguição ou abordagem ao motorista de Haddad.

"A gente está apurando isso com a maior responsabilidade do mundo, porque, se houvesse algum problema, se houvesse algum desvio de conduta, a gente ia punir severamente aqueles que atuaram no desvio de conduta. Mas tudo está mostrando que não houve absolutamente nada e se trata, no final das contas, de uma falsa comunicação", declarou.

Tarcísio também afirmou que algumas viaturas cruzaram o trajeto do motorista, mas que seguiram seus itinerários normais de patrulhamento.

Relembre o caso

Haddad afirmou na última semana que seu motorista foi seguido por uma viatura da Polícia Militar após deixá-lo em casa na noite de 11 de agosto, na capital paulista.

Segundo a campanha do petista, o motorista teria percorrido cerca de cinco quilômetros até parar em um hotel, onde buscou proteção por haver câmeras de segurança. O caso levou a campanha a apresentar uma notícia de fato à Procuradoria Regional Eleitoral.

A Secretaria da Segurança Pública abriu apuração sobre o episódio e afirma que, até o momento, não encontrou indícios de abordagem irregular ou interação entre policiais militares e integrantes da equipe de Haddad. A investigação agora é conduzida pela Polícia Civil.

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