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g1 em 1 minuto Mato Grosso do Sul: laudo descarta hipótese de suicídio de fisioterapeuta
G1 — Brasil · 2026-08-17T20:31:36.000Z
g1 em 1 minuto Mato Grosso do Sul: laudo descarta hipótese de suicídio de fisioterapeuta
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (17) que a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, foi vítima de feminicídio em Campo Grande. A morte aconteceu em 18 de maio. O principal suspeito é o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, preso preventivamente na tarde de sexta-feira (14).
Segundo a polícia, a investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM). As apurações afastaram a hipótese de suicídio e apontaram que Fabiola foi vítima de violência doméstica e familiar.
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Em nota ao g1, o advogado José Belga Trad, que defende o médico, afirmou que o direito de defesa será exercido durante o processo judicial. Segundo ele, João Jazbik mantém sua versão dos fatos e lamenta a exploração sensacionalista do caso. A íntegra da nota está no fim da reportagem.
Fabíola Marcotti foi encontra morta dentro de casa em maio deste ano, em Campo Grande.
De acordo com a polícia, a prisão preventiva foi determinada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, após a conclusão das perícias técnicas. Laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal reuniram elementos que, segundo a investigação, comprovaram o feminicídio.
Durante a investigação, a polícia ouviu testemunhas e analisou dados de celulares apreendidos. Segundo a polícia, essas informações ajudaram a esclarecer as circunstâncias da morte e a afastar a hipótese de suicídio.
Com as diligências concluídas, o inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Os órgãos vão analisar o caso e decidir sobre o oferecimento da denúncia contra o investigado.
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O que diz a defesa do médico
"O inquérito policial é um procedimento inquisitivo, o que significa dizer que não há contraditório, nem exercício do direito de defesa, nessa fase processual. O processo se inicia em juízo com eventual recebimento da denúncia, quando então se abrirá prazo para o oferecimento de Resposta à Acusação, com oportunidade para a defesa apontar as nulidades processuais e requerer a produção de prova e contraprova. A defesa informa, por fim, que o dr. João Jazbik se mantém firme na sua versão e lamenta todo tipo de exploração enviesada e sensacionalista da tragédia".
Relembre o caso
O médico foi preso no dia 18 de maio, após a polícia encontrar armas sem documentação na casa dele, na região da Chácara dos Poderes. Os agentes foram ao local depois da morte de Fabíola.
Segundo apuração do g1, a fisioterapeuta foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. João acionou a polícia e afirmou que a esposa teria tirado a própria vida.
No dia seguinte a prisão, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou ter encontrado divergências nos depoimentos do médico, de testemunhas e de outros envolvidos. Diante disso, a polícia abriu um inquérito para investigar se a morte foi causada por suicídio ou feminicídio.
A investigação apontou que o médico teria pedido ao caseiro e a um ex-funcionário que transferissem um armário com armas e munições para outro imóvel da propriedade. Para a polícia, a conduta configura fraude processual. Os três foram autuados em flagrante.
O delegado também informou que uma perícia preliminar indicou que a lesão na cabeça da vítima não seria compatível com a versão apresentada pelo médico.
Prisão em maio
João Jazbik chegou a ser preso após o crime, mas foi solto, no dia 23 de maio, com tornozeleira, após a Justiça conceder um habeas corpus solicitado pela defesa. À época, João Jazbik foi preso por fraude processual e posse irregular de arma de fogo após a morte da esposa. Ele nega envolvimento com a morte da fisioterapeuta.
João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, e policiais com armas apreendidas.
Willian Guedes/TV Morena