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Vítimas de golpes financeiros no PI relatam perdas de até R$ 500 mil em esquemas de falsas promessas de lucro
G1 — Brasil · 2026-08-17T22:16:14.000Z
Vítimas de golpes financeiros no PI relatam perdas de até R$ 500 mil em esquemas de falsas promessas de lucro
Vítimas de golpes com falsos investimentos e operações na bolsa de valores relatam prejuízos de até R$ 500 mil no Piauí. Os casos são apresentados na série da TV Clube, que estreou nesta segunda-feira (17), mostrando relatos de pessoas que acreditaram em promessas de altos lucros e perderam grandes quantias de dinheiro.
Uma das vítimas, que não foi identificada, afirmou ter perdido cerca de R$ 500 mil ao considerar todos os investimentos realizados.
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“O investimento somado tudo, todas as aplicações que eu fiz, meio milhão de reais. É claro que, assim, teve gente que investiu muito mais”, relatou.
Segundo os relatos apresentados na série, os golpistas atraíam investidores com promessas de altos lucros, segurança e facilidade. Os primeiros pagamentos davam a impressão de que o negócio era legítimo. Com isso, as vítimas passavam a indicar familiares, amigos e colegas, ampliando a rede de participantes.
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Como funciona a pirâmide financeira
A pirâmide financeira depende da entrada constante de novos investidores. O dinheiro arrecadado com os novos participantes é usado para pagar quem entrou anteriormente. Enquanto há novas adesões, os pagamentos são mantidos e o esquema aparenta funcionar normalmente.
Quando a entrada de novos investidores diminui, o dinheiro deixa de ser suficiente para manter os pagamentos. Nesse momento, começam os atrasos, surgem as justificativas e, posteriormente, o silêncio dos responsáveis.
O delegado Luciano Alcântara explicou como os responsáveis costumam agir quando o esquema começa a entrar em colapso.
"A partir do momento em que param de entrar novos investidores, começam os atrasos. O estelionatário começa a dar desculpas. Aí o atraso vai um mês, dois meses, três meses e as vítimas começam a ficar inquietas”, explicou.
Em junho deste ano, a Polícia Civil do Piauí deflagrou a segunda fase da Operação Extrema Confiança para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsas operações na bolsa de valores. A ação foi realizada nos estados do Piauí e do Maranhão.
Segundo as investigações, mais de 300 pessoas foram vítimas do esquema, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões em cerca de dois anos e meio.
Menos de um mês depois, a Polícia Civil realizou outra operação contra a empresa DF Group, investigada por suspeita de aplicar golpes em investidores. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), mais de 2 mil pessoas podem ter sido vítimas, e o esquema teria movimentado mais de R$ 100 milhões em dois anos.
Para a promotora de Justiça Micheline Serejo, promessas de lucro elevado sem riscos devem servir de alerta aos investidores.
“Existe uma frase no mercado que diz: quanto maior o lucro, maior o risco. Então você está com um lucro de 10% e não tem nenhum risco? É garantido mesmo você me pagar esse dinheiro todo? Então desconfie também”, disse a promotora de Justiça Micheline Serejo.
Uma das vítimas relatou que o golpe causou impactos que vão além da perda financeira. Segundo ela, a fraude também afetou o convívio familiar e a saúde emocional.
“Quando eu percebi que efetivamente a gente tinha entrado em um golpe, meu chão caiu. [...] Eles falam tão bem que acabam persuadindo e você cai para fazer o investimento. Mexeu demais com meu psicológico. Eu demorei um tempo para ter esse capital e ele foi por água abaixo”, comentou a vítima.
*Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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