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Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho.
G1 — Brasil · 2026-08-17T23:06:58.000Z
Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho.
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Cristina Silva, irmã da paraibana de 36 anos desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha, busca respostas para o que aconteceu com a parente e relatou, para a TV Cabo Branco, como o desaparecimento causou impacto na família.
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De acordo com Cristina, a mulher desaparecida é Mônica Maria da Silva, natural de Pedras de Fogo, na Grande João Pessoa, e vive no país europeu há dois anos, onde trabalhava como cabeleireira. O último contato dela com a família ocorreu em 4 de julho.
"Eu quero uma resposta, seja lá o que esteja acontecendo, até se ela esteja vivendo a vida dela lá e só não queira contato, mas que diga pra família, a gente não sabe, que diga pra gente, porque minha mãe fica lá de desmaiando e voltando, minha mãe já tomou medicação, agora vive do dopada, chorando pelos cantos. E meu pai, meu Deus... Eu quero uma resposta pra eles", ressaltou.
A irmã também cobra informações das autoridades. Segundo ela, Polícia Civil e Polícia Federal já foram procuradas. Inclusive, um boletim de ocorrência chegou a ser registrado.
"(O consulado) disse que não tem o poder de investigação e que eu tenho que alcançar a Interpol, que é o que eu estou tentando fazer. Eu estou vendo que está muito difícil de conseguir isso. É muito difícil. Uma polícia joga você para um lado, outra para o outro, sabe? E a gente não tem o contato. A gente não consegue resolver isso sem eles", desabafou Cristina.
Agora no g1
A irmã da desaparecida diz se sentir impotente, diante das ificuldades encontradas pela família para conseguir informações sobre o paradeiro da irmã.
“A gente se sente muito impotente”, afirmou Cristina.
Ela explica ainda que a filha de Mônica está com ela durante esse período de desaparecimento e não considera normal a irmã deixar de se comunicar por 45 dias com a filhas. A criança está no Brasil sob os cuidados de familiares.
"(...) A gente não sabe de fato o que aconteceu. Porque 45 dias sem ligar pra filha de 6 anos não é normal, ela não faria isso", disse.
Ao g1, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem tem prestado a assistência consular. O órgão não informou, até a publicação desta reportagem, se há alguma investigação em andamento pelas autoridades espanholas nem deu detalhes sobre o paradeiro de Mônica.
Cristina afirmou ainda que recebeu do Consulado do Brasil na Espanha a informação de que a polícia espanhola teria dito que Mônica estava bem e que a família poderia ficar tranquila. Segundo o relato, a paraibana teria sido vista durante uma abordagem policial há cerca de 20 dias. No entanto, a família afirma que não teve acesso a nenhum registro oficial que confirme a abordagem ou a informação de que Mônica estaria bem.
A informação, no entanto, não foi considerada suficiente pela família diante da ausência de contato com Mônica e dos demais relatos recebidos.
O desaparecimento e relatos de possíveis agressões
Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Segundo a irmã de Mônica, ela teria teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha.
A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet.
Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela.
De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio.
Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem.
A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado, em algum momento, o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha.
Além disso, as amigas de Mônica informaram à família que não falavam com ela desde o dia 15 de junho.
As informações sobre as supostas agressões foram apresentadas à família por terceiros e, até o momento, não foram confirmadas pelas autoridades espanholas.
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