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Irã diz que pode fazer ofensiva no Estreito de Ormuz e Trump ameaça atacar país aliado no Oriente Médio
G1 — Brasil · 2026-08-18T00:12:29.000Z
Irã diz que pode fazer ofensiva no Estreito de Ormuz e Trump ameaça atacar país aliado no Oriente Médio
O Irã declarou nesta segunda-feira (17) que pode começar uma nova ofensiva no Estreito de Ormuz se as negociações com os Estados Unidos fracassarem. Em meio aos impasses, Donald Trump ameaçou atacar Omã, país aliado dos americanos na guerra.
A frustração de Donald Trump por não conseguir encerrar o conflito ficou evidente em uma entrevista por telefone ao canal de TV Fox News. Trump criticou Omã - um aliado dos Estados Unidos - que tem tentado negociar com o Irã.
"Se Omã nos atrapalhar, vamos bombardear o país todo", disse o presidente.
Desde o começo da guerra, Teerã bloqueou o tráfego pelo Estreito de Ormuz - por onde passavam cerca de 20% do petróleo mundial. Omã está no lado sul do estreito e se diz neutro neste conflito. Mas como abriga tropas americanas, o país virou alvo de ataques do Irã.
Há meses, Omã e Irã negociam paralelamente um acordo para restabelecer o tráfego no estreito, com uma cobrança de pedágio. Trump é contra o pagamento de uma taxa.
O fechamento da passagem elevou os preços dos combustíveis e aumentou a pressão sobre Trump para encerrar uma guerra cada vez mais impopular nos Estados Unidos. Segundo uma nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17), a taxa de aprovação de Trump caiu para o nível mais baixo deste mandato: 33% dos entrevistados disseram aprovar o desempenho do presidente e 80% dos americanos acreditam que a guerra no Irã continuará por um longo período de tempo.
Irã declara que pode começar nova ofensiva no Estreito de Ormuz se negociações com Estados Unidos fracassarem
Jornal Nacional/ Reprodução
Mais cedo, no Salão Oval, o presidente disse que os Estados Unidos não vão tentar prorrogar o cessar-fogo com os iranianos. Trump também afirmou que o Irã provavelmente não vai fechar o tipo de acordo que ele considera necessário.
Nesta segunda-feira (17), um alto funcionário do governo iraniano declarou que o Irã decidiu mudar sua postura na guerra - de defensiva para totalmente ofensiva - e que Teerã "vai intensificar as tensões no Estreito de Ormuz e em toda a região se a diplomacia com os Estados Unidos fracassar".
Em outra frente, o genro de Trump, Jared Kushner, foi a Israel e teve uma reunião de quase quatro horas com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para discutir o plano de paz de Trump para Gaza. Neste domingo (16), no Egito, Kushner fez uma rara reunião com o chefe do grupo terrorista Hamas. Mas, por enquanto, não há indícios de acordo entre os dois lados. O Hamas impõe condições para entregar as armas, e Israel afirma que vai continuar atacando alvos terroristas em Gaza.
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