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Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo
ge — Futebol · 2026-08-18T05:15:12.000Z
Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo
Kevin Lamour não é mais diretor de operações da Fifa. O dirigente deixou o cargo nesta segunda-feira, semanas após criticar publicamente o plano de Gianni Infantino para buscar investimento privado nos torneios da entidade.
Em nota, a Fifa confirmou a saída de Lamour, mas evitou entrar em maiores detalhes sobre o desligamento.
— A FIFA pode confirmar que a relação de trabalho entre a FIFA e Kevin Lamour, como Diretor de Operações da FIFA, terminou em 17 de agosto de 2026. A FIFA agradece a Kevin por seus dois anos de serviço e deseja-lhe boa sorte para o futuro. Nenhum comentário adicional será feito sobre o assunto.
Kevin Lamour atuava como diretor de operações da Fifa desde novembro de 2024. Antes, ele ocupou o cargo de assessor de Michel Platini na presidência da Uefa.
Gianni Infantino, presidente da Fifa
Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa. O plano de criar a empresa Fifa Forward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
Seleção Sportv: Uefa, AFC e Concacaf criticam FIFA em nota
Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na sexta, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados.
A Uefa, que reúne as federações europeias, defendeu abertamente a mudança na presidência. Mas Infantino tem apoiadores importantes, caso do Marrocos - uma das três principais sedes da Copa do Mundo de 2030 - e tampouco sofreu críticas por parte da Conmebol, confederação sul-americana de futebol e uma das mais importantes mundialmente. Amparado a isso, pode tentar se sustentar no cargo até março, quando haverá a eleição para tentar seu quarto e último mandato.
O Conselho da Fifa pode convocar reunião de emergência para tratar da saída de Infantino caso 19 de seus 37 membros a solicitem. A distribuição dos 37 membros é a seguinte: nove da Uefa, sete da AFC (Confederação Asiática de Futebol), seis da CAF (Confederação Africana de Futebol), cinco da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central), cinco da Conmebol e três da Oceania. Infantino e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, completam o quadro.