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‘Banco do Pastor’: polícia mira esquema de pirâmide de igreja de Niterói que prometia 10% ao mês

Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro cumpre mandado na Operação Golpe da Fé

G1 — Brasil · 2026-08-18T09:29:14.000Z

Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro cumpre mandado na Operação Golpe da Fé

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta terça-feira (18) a Operação Golpe da Fé, contra um suposto esquema de pirâmide financeira ligado a uma igreja de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com a investigação, o esquema prometia rentabilidade de até 10% ao mês, mas muitos investidores reclamaram de interrupção nos pagamentos e prejuízos de até R$ 118 mil. Análises financeiras identificaram movimentação superior a R$ 8 milhões entre 2022 e 2025.

Policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) saíram para cumprir 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 8 milhões e a apreensão de bens de luxo.

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‘Banco do Pastor’

Segundo a polícia, o grupo era chefiado por Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração. As investigações apontam que ele usava sua influência religiosa para atrair fiéis e pessoas próximas para aplicações financeiras no “Banco do Pastor”, nome pelo qual a GAL Invest Bank era conhecida.

As investigações apontam ao menos 7 registros de ocorrência relacionados ao mesmo modelo de fraude, com prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão.

Os agentes também apuram a participação de familiares de Roberto e o uso de empresas de diferentes ramos para movimentação e ocultação de recursos.

A TV Globo tenta contato com a defesa do religioso.

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