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A investigação aponta que um dos núcleos financeiros do grupo movimentou mais de R$ 20 milhões entre 2022 e 2025
G1 — Brasil · 2026-08-18T13:10:43.000Z
A investigação aponta que um dos núcleos financeiros do grupo movimentou mais de R$ 20 milhões entre 2022 e 2025
Uma organização suspeita de atuar na extração e comercialização ilegal de ouro foi alvo da Operação Solo Sagrado, realizada nesta terça-feira (18), em Mato Grosso e Rondônia. A investigação aponta que um dos núcleos financeiros do grupo movimentou mais de R$ 20 milhões entre 2022 e 2025. Também foram identificados mais de R$ 3,5 milhões em recebimentos por meio de instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de medidas para bloquear o acesso dos investigados a informações bancárias e fiscais e para sequestrar bens e valores. A ação é realizada pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal.
A investigação reuniu informações financeiras, fiscais, patrimoniais, policiais e de comunicações para identificar como o grupo funcionava. Segundo os investigadores, a estrutura envolvia desde o financiamento e fornecimento de equipamentos para áreas de garimpo até a venda do ouro.
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O minério seria comprado diretamente de produtores ou de intermediários ligados ao garimpo e depois passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial. A suspeita é de que cooperativas fossem usadas para criar uma aparência de legalidade e permitir que o ouro extraído ilegalmente chegasse ao mercado formal.
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Para manter as áreas de exploração em funcionamento, o grupo teria utilizado máquinas pesadas e uma estrutura logística que incluía escavadeiras, caminhões, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.
Durante uma fiscalização na Terra Indígena Sararé, uma escavadeira hidráulica ligada a uma das empresas investigadas foi encontrada trabalhando em uma área de garimpo ilegal. O equipamento foi apreendido e inutilizado no local. Posteriormente, a empresa recebeu uma multa administrativa superior a R$ 3 milhões.
A análise financeira também encontrou dezenas de transações relacionadas à compra de combustíveis, com valores considerados compatíveis com o abastecimento de máquinas utilizadas na mineração.
Segundo os órgãos envolvidos, a operação busca interromper o fluxo de dinheiro do grupo, recolher provas, identificar outras pessoas que possam participar do esquema e recuperar bens e valores obtidos com a exploração ilegal de ouro.