ITATIBA1

Saiba quem é Fernando Cerimedo, ex-estrategista de Milei preso na Bolívia

O argentino Fernando Cerimedo, que chegou a ser indiciado pela PF pela trama golpista no Brasil, durante entrevista coletiva do então candidato à presidência de Honduras, Nasry Asfura

G1 — Brasil · 2026-08-18T14:29:12.000Z

O argentino Fernando Cerimedo, que chegou a ser indiciado pela PF pela trama golpista no Brasil, durante entrevista coletiva do então candidato à presidência de Honduras, Nasry Asfura

O influencer de direita argentino Fernando Cerimedo foi detido nesta terça-feira (18) na Bolívia, suspeito de um ataque a tiros contra sua ex-mulher, na cidade boliviana em Santa Cruz de la Sierra. A polícia local afirmou que o ex-consultor foi preso após supostamente disparar contra a vítima disfarçado de entregador.

✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp

Cerimedo atuou como consultor externo e coordenador de estratégia digital da campanha de Javier Milei à Presidência da Argentina, em 2023. No ano anterior, o influencer apoiou informalmente a campanha de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição em 2022, que teve Lula como vencedor.

O argentino chegou a ser indiciado pela Polícia Federal no Brasil na investigação que apurou a tentativa de golpe de Estado.

Atualmente Cerimedo vive na Bolívia, onde, segundo o jornal argentino "Clarín", trabalha como assessor do presidente boliviano, Rodrigo Paz.

Falsas alegações de fraudes

Em 2022, Cerimedo participou ativamente da campanha para descredibilizar a eleição da qual Bolsonaro saiu derrotado. Em uma "live", o influenciador apresentou alegações apócrifas e falsas sobre as urnas eletrônicas para justificar o fato de o candidato do PL ter tido menos votos que Lula.

Uma das alegações do vídeo, sem provas é a de que algumas das urnas, de fabricação anterior a 2020, não teriam sido auditadas. A informação é falsa, porém.

No mesmo vídeo, Cerimedo também diz que algumas urnas teriam dois programas rodando em paralelo, já que elas apresentam dois logs. A informação também carece de provas, já que mais de um log pode ser gerado por uma mesma máquina, caso o servidor da Justiça Eleitoral digita uma número errado no momento de inserir a senha, por exemplo.

Leia no Itatiba1 →