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Justiça mantém prisão de empresário investigado por exploração de jogos de azar na Paraíba

Empresário do ramo de loterias é preso em operação da Polícia Civil, em João Pessoa

G1 — Brasil · 2026-08-18T19:48:54.000Z

Empresário do ramo de loterias é preso em operação da Polícia Civil, em João Pessoa

A Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva do empresário Cícero Fabiano Melo Silva, preso durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que investiga a exploração de jogos de azar e suspeita de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), durante audiência de custódia realizada em João Pessoa.

Com a decisão, Cícero Fabiano foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, no bairro do Roger, em João Pessoa. A Justiça da Paraíba também determinou o envio da decisão ao TJMS para ciência e providências cabíveis.

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Cícero Fabiano foi localizado em um hotel no bairro de Manaíra, na capital paraibana. A operação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, sendo três em endereços de João Pessoa, um em Campina Grande e outro relacionado à prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, o empresário é apontado como responsável pela exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar. Ele também é investigado pela suposta utilização de mecanismos para lavar dinheiro proveniente dessas atividades.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e está relacionada a fatos investigados naquele estado. De acordo com o delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Paraíba, as informações sobre o caso estão sob sigilo.

Central de Polícia de João Pessoa

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos computadores, celulares e documentos. Segundo a polícia, o material poderá auxiliar na investigação e na análise da movimentação financeira relacionada às atividades investigadas.

Na audiência de custódia, o Ministério Público pediu a manutenção da prisão e a comunicação ao juízo responsável pelo processo em Mato Grosso do Sul.

A magistrada destacou que questões relacionadas aos motivos da prisão devem ser analisadas pelo juízo competente de Mato Grosso do Sul, já que a competência da audiência de custódia realizada na Paraíba era restrita à análise da legalidade do cumprimento do mandado.

Segundo a defesa do empresário, a Paraíba Premiado, empresa ligada a Cícero Fabiano, não tem relação com as suspeitas investigadas. A defesa aguarda a manifestação da Justiça de Mato Grosso do Sul, onde deve tramitar o processo.

A defesa informou ao g1 que não teve acesso, até o momento, às informações que fundamentaram a prisão e aguarda o acesso aos autos para analisar as acusações e adotar as medidas cabíveis.

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