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O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta terça-feira (18) a decisão do corregedor, Mauro Campbell Marques, de manter afastado do processo de falência do Banco Santos o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª…
G1 — Brasil · 2026-08-18T21:44:22.000Z
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta terça-feira (18) a decisão do corregedor, Mauro Campbell Marques, de manter afastado do processo de falência do Banco Santos o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências de São Paulo.
O magistrado era o responsável por analisar a falência do Banco Santos e teria sugerido aos herdeiros a venda da instituição ao Banco Master. Ele também teria criticado a atuação dos advogados e sugerido a troca dos mesmos.
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A reunião entre o juiz e herdeiros de Edemar Cid Ferreira, antigo controlador e fundador do Banco Santos, teria ocorrido em 2024, antes de vir à tona as fraudes relacionadas ao Banco Master.
“Os elementos corrigidos revelam um conjunto de circunstâncias que apreciadas em sua convergência extrapolam a esfera de mero erro e sugerem a violação de deveres funcionais elementares da magistratura nacional”, afirmou Campbell Marques.
O processo de falência também está suspenso por decisão do CNJ. Para o corregedor, o episódio revela interlocuções extraprocessuais incompatíveis com o exercício da função de juiz.
No entanto, o corregedor, que havia afastado o magistrado de todas as atividades, ajustou o voto para reduzir o alcance apenas para o caso em questão.
“Estou trazendo a ratificação, porém reduzindo, a abrangência de afastamento ao feito sob julgamento naquela unidade jurisdicional, ou seja, todo o processo falimentar do Banco Santos”.
Ele foi acompanhado por todos os colegas de Conselho.
Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025
Rovena Rosa/Agência Brasil