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CNJ ratifica afastamento de juiz de Minas Gerais que bebeu e fumou durante julgamento

Juiz é afastado pelo CNJ após beber vinho e fumar durante julgamento

G1 — Brasil · 2026-08-18T21:20:24.000Z

Juiz é afastado pelo CNJ após beber vinho e fumar durante julgamento

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ratificou a decisão do Corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell, que afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento.

O magistrado fica impedido de desempenhar suas funções. A decisão pela manutenção do afastamento foi tomada de forma unânime pelo CNJ.

"Durante o período de afastamento, fica o magistrado Milton Lívio Lemos Salles proibido de frequentar quaisquer ambientes e dependências do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, de primeiro e de segundo graus, incluídas as áreas do Núcleo de Justiça 4.0 e as demais áreas judiciais e administrativas correlatas, bem como de acessar a totalidade dos sistemas do Tribunal, de primeiro e de segundo graus, de ordem judicial ou administrativa", disse o despacho do CNJ que afastou o juiz.

A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais já havia determinado o afastamento imediato do juiz e a redistribuição dos processos sob sua relatoria.

Milton Lívio Lemos Salles é juiz de direito auxiliar em uma unidade da segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais voltada a processos na área de direito de família.

O magistrado foi flagrado "virando" uma garrafa de vinho, fumando e usando bermuda durante um julgamento virtual na segunda-feira (10). Assim que o consumo da bebida alcoólica foi percebido pelos participantes, a sessão foi suspensa.

Juiz Milton Lívio Lemos Salles, que apareceu em sessão do TJMG bebendo vinho e fumando, gravou vídeo após repercussão de caso

" A conduta registrada — consumo de bebida alcoólica diretamente da garrafa e o ato de fumar durante a sessão de julgamento, à vista de todos — evidencia estado manifestamente incompatível com a serenidade, a lucidez e o equilíbrio que a função de julgar impõe, projetando fundada dúvida sobre a higidez das condições em que o magistrado vem exercendo suas atribuições. Não se pode admitir que decisões que afetam direitos e a liberdade dos jurisdicionados sejam proferidas por magistrado que, em ato público de julgamento, revela-se ostensivamente privado do domínio de si e das faculdades exigidas para o desempenho do encargo", acrescenta o texto.

Após a repercussão das imagens, Milton Lívio gravou um vídeo dizendo que está sendo vítima de difamação. O conteúdo circulou pelas redes sociais e entre colegas do magistrado.

Na gravação, o juiz também fez ofensas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao ministro Alexandre de Moraes e a desembargadores mineiros, além de fazer acusações de corrupção de corrupção sem apresentar provas.

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