ITATIBA1
Falso advogado é indiciado por aplicar golpes e causar prejuízo de R$ 19 mil em Boa Vista
G1 — Brasil · 2026-08-18T22:11:46.000Z
Falso advogado é indiciado por aplicar golpes e causar prejuízo de R$ 19 mil em Boa Vista
O homem de 49 anos que se passava por advogado para aplicar golpes em Boa Vista prometia resolver ações judiciais, conseguir indenizações e liberar benefícios financeiros, mas não prestava os serviços. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por estelionato contra nove pessoas
Segundo a Polícia Civil, o investigado causou um prejuízo de cerca de R$ 19 mil. A investigação foi conduzida pelo 2º Distrito Policial.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp
🔎 O que é indiciar? É um procedimento que ocorre quando a Polícia Civil, com base na investigação, conclui que há indícios de crime e associa a uma pessoa. Depois disso, o procedimento é encaminhado ao Ministério Público, que pode apresentar denúncia à Justiça.
Os primeiros casos investigados ocorreram em 30 de abril de 2025, quando uma mulher de 65 anos teve prejuízo de R$ 500. Em 23 de novembro do mesmo ano, outra mulher perdeu cerca de R$ 2 mil.
Outros dois casos ocorreram em dezembro de 2025. Uma mulher de 51 anos perdeu cerca de R$ 3 mil, enquanto um homem de 44 anos teve prejuízo de aproximadamente R$ 6 mil. Parte dos pagamentos foi comprovada por transferências via Pix e entregas de dinheiro em espécie.
2º Distrito Policial, em Boa Vista (RR).
Falso advogado é indiciado por aplicar golpes e causar prejuízo de R$ 19 mil em Boa Vista
O caso foi denunciado à polícia pela vítima de 51 anos, em maio de 2026. Ela relatou que havia contratado o falso advogado para atuar em uma ação relacionada à morte do filho em um acidente de trânsito. A mulher também chegou a indicá-lo para familiares e conhecidos.
O companheiro dela, de 44 anos, também relatou ter contratado os serviços e entregado cerca de R$ 6 mil ao investigado. Segundo a Polícia Civil, o homem apresentou um documento que aparentava comprovar o recebimento do valor e orientou a vítima a comparecer ao banco para sacar uma quantia que supostamente teria direito a receber. A análise da polícia, porém, constatou que o documento correspondia a outra situação.
Suspeito se aproveitava das vítimas
O inquérito policial foi aberto em 26 de maio. A polícia identificou que o homem não tinha inscrição válida na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e usava indevidamente o número de registro de um advogado.
“Essa confirmação foi importante para a investigação porque demonstrou que a condição de advogado apresentada às vítimas era falsa. Ele utilizava essa falsa identidade profissional justamente para conquistar credibilidade”, informou o delegado Vinicius do Vale Oliveira, responsável pela investigação.
Durante a investigação, a polícia identificou outros quatro casos. Em 2 de fevereiro de 2026, uma mulher de 48 anos teve prejuízo estimado em R$ 500. Em 6 de março, um homem de 49 anos perdeu aproximadamente R$ 5 mil. No dia 15 de março, outra mulher teve prejuízo de R$ 900. Já em 17 de abril, uma mulher de 28 anos também perdeu R$ 500.
O último caso identificado ocorreu em 7 de maio de 2026, quando outra mulher teve prejuízo de R$ 550. Com isso, a Polícia Civil identificou nove vítimas e constatou a mesma dinâmica nos golpes.
O investigado se apresentava como advogado, oferecia soluções para problemas judiciais e cobrava valores antecipados por supostos honorários, custas ou despesas de processos. Depois de receber o dinheiro, não realizava o serviço.
Segundo Vinicius do Vale, as vítimas estavam, em diferentes situações, emocional ou financeiramente vulneráveis. “Ele se aproveitava de pessoas que procuravam uma solução para problemas importantes de suas vidas. A promessa de conseguir uma indenização, resolver uma ação ou obter algum benefício fazia com que essas pessoas acreditassem que estavam diante de um profissional habilitado”.
A investigação apontou ainda que, depois de receber os valores, o homem dificultava o contato com as vítimas ou apresentava justificativas para explicar a demora nos processos. Em algumas situações, ele também apresentou documentos para dar aparência de legalidade aos golpes.
O delegado pediu à Justiça a prisão preventiva do investigado em 10 de junho, além do bloqueio das contas bancárias dele. Segundo a Polícia Civil, o pedido de prisão não foi aceito pela Justiça, mas o bloqueio das contas foi determinado e realizado.
O homem foi indiciado por nove crimes de estelionato e pela contravenção penal de exercício ilegal da profissão. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR).
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.