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Candidatos ao governo de Rondônia participam de debate
G1 — Brasil · 2026-08-18T22:09:07.000Z
Candidatos ao governo de Rondônia participam de debate
O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Rondônia em 2026 foi realizado na manhã desta terça-feira (18), em Porto Velho, pela Rondovisão TV, afiliada da Band.
Os seis candidatos registrados no TSE participaram do diálogo. São eles (por ordem alfabética): Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União Brasil), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).
O debate foi mediado pelo jornalista Marcelo Reis e dividido em cinco blocos:
Os candidatos iniciaram o debate respondendo perguntas sobre temas pré-definidos e perguntas elaboradas pela Rondovisão TV. Tanto os temas quanto os candidatos que deveriam respondê-los foram sorteados ao vivo.
O primeiro a falar foi Expedito Netto (PT), questionado sobre regularização fundiária.
"Nós iremos criar um conselho permanente entre o governo federal e o governo do estado para que a gente possa regularizar as áreas que nós temos para regularizar dentro do estado mas sempre com a responsabilidade do meio ambiente", prometeu.
Na sequência, Samuel Costa (PSB) respondeu sobre como ele fará para garantir que o avanço do ensino no estado.
"A gente pretende implementar bolsa de mestrado e doutorado e formação continuada para que nossos professores, trabalhadores da educação, equipe ética e interdisciplinar possam de fato ter a perspectiva de ter melhoria salarial, com uma gratificação permanente, garantir o piso nacional do magistério", garantiu.
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O tema seguinte foi infraestrutura e Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal (RO), foi questionado sobre suas propostas para melhorar o saneamento básico em Rondônia, até então gerido pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).
"Nós somos o exemplos de quem pegou o município e transformou a companhia de água que não fazia água chegar aos bairros mais distantes. Não será diferente como governador do estado de Rondônia. Se caso for, nós vamos rever todas esses contratos de privatização da Caerd, porque eu acredito na Caerd", comentou.
Pedro Abib (MDB) foi o próximo a falar sobre como ele enfrentaria a alta taxa de mortes violentas em Rondônia com o déficit de policiais apontados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
"Nós temos que entender que não é só contratar profissionais é valorizar o que existem. Precisamos fazer integração pra evitar as facções criminosas que trazem os seus combustíveis dos países vizinhos. Junto com esse agir com inteligência", respondeu.
O tema seguinte foi tecnologia e Hildon Chaves (União) respondeu sobre conectividade nas escolas e modernização.
"Tudo se relaciona a questão. Uma gestão que cuide das pessoas ela viabiliza as entregas que a nossa população precisa. Sem tecnologia nós não chegamos a lugar nenhum, principalmente quando nós buscamos uma gestão que traga efetividade a população como um todo", comentou.
O bloco foi encerrado com Marcos Rogério (PL), questionado sobre a construção definitiva de um novo hospital de urgência em emergência.
"Meu primeiro ato é criar o gabinete de crise liderado pelo próprio governador com equipe técnica. Hoje o atendimento está centralizado na capital; a gente precisa inverter isso, fazer o atendimento chegar perto das pessoas. Além disso eu preciso construir o hospital que foi prometido não saiu", apontou.
O segundo momento foi de tema livre, em formato de confronto direto. Os candidatos foram sorteados para formular uma pergunta e escolheram um adversário para respondê-la. Cada participante teve direito a fazer um questionamento e também a responder outro.
O debate continuou com troca de farpas entre os candidatos sobre suas ideias e planos de governo durante as perguntas, réplicas e tréplicas.
Expedito Netto (PT) criticou a ideia de privatização da saúde e a falta de concursos para preencher os quadros dos hospitais, além de prometer a descentralização dos atendimentos em Porto Velho.
Marcos Rogério (PL) defendeu a criação de rodovias alternativas para "tirar Rondônia da dependência da BR-364", com foco em puxar o desenvolvimento.
Samuel Costa (PSB) prometeu tirar do papel a Universidade Estadual de Rondônia, com vagas destinadas a jovens da periferia que estudam na rede pública de ensino.
Pedro Abib (MDB) voltou a criticar a falta de integração entre as polícias militar, civil, federal e rodoviária e citou a fronteira como um desafio para a segurança pública.
Hildon Chaves (União) destacou sua atuação como gestor e apontou que uma das maiores dificuldades atualmente é a questão fiscal do estado, que segundo ele, "está absolutamente falido".
Adailton Fúria (PSD) também ressaltou sua atuação como prefeito de Cacoal (RO) e apontou que para administrar um estado como Rondônia é importante antes passar por um cargo de gestão.
No terceiro bloco, as perguntas foram feitas por entidades representativas do setor produtivo — Fecomércio, Aprosoja, CDL, Cremero, Fiero e Sebrae. Para cada pergunta, dois candidatos eram sorteados: um respondia e o outro fazia um comentário complementar.
Pedro Abib (MDB) respondeu a pergunta Fecomércio sobre como fortalecer os setores de comércio e turismo criticando impostos:
"É fomentando, é incentivando, induzindo o setor produtivo que a gente vai poder gerar, por óbvio, recursos por meio de tributos pra investir em políticas sociais. O plano do senador Marco Rogério ele diz: 'imposto não' e da mesma forma eu penso. Não é asfixiando os setores que a gente vai ver o nosso estado de Rondônia crescer ".
Adailton Fúria (PSD) comentou: "Na pandemia foi o único prefeito que enfrentou pra não deixar o comércio fechar naquele momento de crise garantindo o lógico a geração de emprego e cuidando da saúde das pessoas que tinham ali acometido pela Covid e assim que eu vou trabalhar pelo comércio no estado de Rondônia".
A aprosoja questionou a dificuldade de estrutura do estado de Rondônia para a produção e seu escoamento.
Marcos Rogério (PL) respondeu: "O que nós vamos fazer pra garantir o escoamento seguro, a redução do custo logístico, é garantir estrada boa, é garantir asfalto pra conectar as regiões. O estado precisa voltar a pavimentar voltar a construir asfalto".
Pedro Abib (MDB) comentou: "eu quero dizer que a soja precisa transformar em proteína aqui em Rondônia e não sai num preço que nos é dado por países externos precisamos transformar soja em proteína aqui em Rondônia".
A CDL perguntou sobre condições para que as empresas possam crescer e gerar mais emprego no estado.
Samuel Costa (PSB) respondeu: "Eu tenho que criar uma nova receita. O Tribunal de Contas diz que o estado já está no limite de gastos. Eu vou tributar a turma da soja, podem me variar, podem me detonar nas redes sociais. [...] a soja tem que dar sua parcela de contribuição pro nosso estado".
Hildon Chaves (União) comentou: "Toda a cadeia da soja, com respeito ao seu posicionamento, mas ela por si só está transformando o nosso estado de Rondônia".
O Cremero pediu para que os candidatos comentassem sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e terceirização da saúde.
Hildon Chaves (União) respondeu: "Nós estamos acompanhando o que eu chamo de 'fila da vergonha'. Um, dois, três, quatro, até cinco anos de espera para um exame de imagem. Nós temos que imprimir o mínimo de nossos recursos da nossa saúde, nós gastamos bilhões por ano mas com pouca efetividade."
Samuel Costa (PSB) comentou: "Nós vamos criar convênio com o Instituto Federal de Rondônia pra pegar essa meninada, cerca de 500 novos médicos que se formam todos os anos aqui em Rondônia pra que eles tenham uma especialidade. Oferta da demanda e da procura".
Adailton Fúria (PSD) respondeu a próxima pergunta da Fiero sobre infraestrutura logística: "Importante pra incentivar as indústrias é acabar com pedágio no estado de Rondônia. Vocês podem ter certeza que o estado vai eleger um jovem que tem coragem pra enfrentar os desafios desse estado".
Marcos Rogério (PL) comentou criticando a reforma tributária: "embora você tem um fundo de equalização para questão tributária mas isso não repõe o emprego que vai ser perdido lá na ponta".
A última pergunta, do Sebrae, foi sobre o que o próximo governo pode fazer para facilitar a vida dos pequenos empreendedores.
Expedito Netto (PT) que não foi sorteado em nenhuma rodada anterior, recebeu o direito de responder e comentar.
"Nós teremos o governo que dará assistência ao pequeno, nós teremos um governo que dará assistência às associações e as cooperativas, porque não só traz indústria de fora, é gerar novas indústrias e novas fábricas com produto interno de Rondônia".
O penúltimo bloco foi marcado pelo embate entre os candidatos Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (PSB).
O candidato do PSB vive um impasse jurídico, após a Executiva Nacional de seu partido destituir o Diretório Estadual em Rondônia e nomear uma nova comissão provisória que cancelou as candidaturas para apoiar o candidato do PT. Ele contesta a decisão e segue em campanha.
"Me sinto lisonjeado por estar aqui contigo porque nas últimas horas estou tentando puxar meu tapetão", alfinetou Samuel Costa (PSB) ao ser escolhido para responder a pergunta de Expedito Netto (PT).
Ele continuou criticando adversários por suposta dissimulação e perseguição política e afirmou ter relação antiga com um dos concorrentes e disse que não se trata de disputa ideológica, mas de respeito à democracia.
Expedito Netto (PT) ressaltou que os comentários recebidos eram ataques pessoais e declarou que não cabe a ele responder por decisões do PSB, já que sua filiação é ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Também houve tensão entre Samuel Costa (PSB) e Adailton Fúria (PSD). Samuel questionou se, caso eleito, Adailton daria continuidade ao governo Marcos Rocha, atual governador e seu apoiador.
Adailton disse não ser continuidade de governo algum, mas sim de sua própria gestão, embora reconheça o apoio recebido do atual governador.
Adailton Fúria (PSD) e Marcos Rogério (PL) também trocaram farpas. principalmente em torno da questão da saúde e da construção de hospitais em Rondônia.
O candidato do PSD comentou que Rogério repete promessas antigas sobre a construção de um hospital em Ji-Paraná, lembrando que o senador já havia feito esse compromisso em diferentes cargos e que até hoje a obra não saiu do papel.
Marcos Rogério reconheceu a frustração, mas rebateu dizendo que os recursos foram destinados, mas não foram aplicados pela gestão atual.
"É verdade que eu gostaria que esse hospital já tivesse saído há muito tempo mas quem tem a caneta da execução é quem governa por isso eu quero ser governador".
No último bloco, cada candidato teve cinco minutos para as considerações finais. A ordem foi definida por sorteio.
Samuel Costa (PSB) fez um apelo em defesa da democracia, ressaltando seu impasse jurídico e dos demais candidatos do seu partido. O candidato afirmou que cabe ao eleitor rondoniense julgar sua trajetória. O candidato também relembrou sua origem humilde e disse que sua vida é marcada pela luta em favor dos excluídos e pela vontade de transformar a realidade das pessoas.
Pedro Abib (MDB) encerrou sua participação com críticas à “velha política” e aos vícios que, segundo ele, desgastaram a confiança da população. O candidato defendeu que a política deve ser tratada com seriedade, sem radicalismos ou polarizações, e se apresentou como gestor preparado para oferecer serviços públicos de qualidade.
Adailton Fúria (PSD) destacou a sua gestão em Cacoal. O candidato relembrou que enfrentou a pandemia e uma grave crise econômica e classificou seu mandado como prefeito como seu principal legado. Adailton afirmou que sua prioridade sempre foi aliviar a dor das pessoas e levar esperança por meio de serviços públicos de qualidade.
Marcos Rogério (PL) terminou o debate relembrando sua origem, em uma linha rural de Rondônia, e defendendo a necessidade de superar divisões e intrigas políticas para destravar o desenvolvimento do estado. O candidato também afirmou que deseja governar para transformar Rondônia em um estado rico e forte, como ouvia na infância.
Expedito Neto (PT) falou sobre sua formação política, aprendida com o pai, e defendendo que a política deve ser conduzida por quem tem preparo e experiência, assim como em outras profissões. O candidato afirmou ter crescido acompanhando a vida pública de Rondônia e disse estar pronto para apresentar propostas e esperança ao povo.
Hildon Chaves (União) encerrou sua participação destacando sua trajetória pessoal e profissional. O candidato relembrou que nasceu em Vilhena e iniciou sua carreira como promotor de justiça. Hildon ressaltou que já possuía experiência consolidada em gestão privada antes de assumir a prefeitura de Porto Velho, e que a gestão pública foi uma consequência natural desse percurso.