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Candidatos ao Senado do Ceará em 2026
G1 — Brasil · 2026-08-18T22:04:07.000Z
Candidatos ao Senado do Ceará em 2026
Alece; Reprodução; Câmara dos Deputados; Agência Senado; Isaac Amorim/MJSP; Divulgação/ PCO; Câmara dos Deputados e Divulgação/PSTU
Os candidatos ao Senado nas eleições de 2026 do Ceará declararam patrimônios que vão de R$ 0 a R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral. A maior soma de bens informada é a de Guilherme Theophilo (Novo), que declarou R$ 6.160.000,00. Já entre os menores patrimônios, Catarina Matos (UP) registrou R$ 10 mil e Lino Alves (PCO) não informou nenhum bem.
Os dados são do DivulgaCand, plataforma online do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considera as informações apresentadas pelos próprios candidatos no registro das candidaturas. As declarações patrimoniais, bem como outros dados sobre os candidatos, são públicas e podem ser consultadas pelos eleitores na plataforma.
O prazo para registro de candidaturas encerrou no último sábado (15). No domingo (16), teve início a campanha eleitoral, com pedido de voto liberado em atos nas ruas e em conteúdos nas redes sociais. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro e o segundo turno, se houver, para o dia 25 de outubro.
Com duas vagas ao Senado em disputa no Ceará, oito nomes concorrem no estado em 2026. São eles, em ordem alfabética:
Alcides Fernandes (PL)
Catarina Matos (UP)
Capitão Wagner (União)
Cid Gomes (PSB)
Guilherme Theophilo (Novo)
Lino Alves (PCO)
Luizianne Lins (Rede)
Reginaldo Ferreira (PSTU)
Agora no g1
Alcides Fernandes (PL)
Na declaração de bens para a eleição de 2026, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) informou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 648.334,44. O parlamentar declarou seis itens, incluindo um apartamento no valor de R$ 260 mil e uma casa de R$ 193 mil.
Alcides também informou um terreno avaliado em R$ 110 mil, um saldo em caderneta de poupança de R$ 40 mil, outro saldo em conta corrente de R$ 23 mil e um terreno de R$ 21 mil. A localização dos imóveis não foi informada.
O político registrou uma redução de 26,41% em seu patrimônio declarado no intervalo de 4 anos. Na eleição de 2022, quando se candidatou pela primeira vez à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e foi eleito, Alcides declarou R$ 881.000,00 em bens.
Capitão Wagner (União)
Em sua primeira candidatura ao Senado, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) declarou à Justiça Eleitoral R$ 2.390.938,36 em bens. O bem mais caro é um terreno no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, avaliado em R$ 1,2 milhão.
Wagner também registrou dois apartamentos em Fortaleza, nos valores de R$ 380 mil e R$ 350 mil. Ele declarou ainda casas em Cascavel e na capital, avaliadas em R$ 230 mil e R$ 150 mil, respectivamente.
O ex-deputado teve um aumento de 135% no patrimônio em relação ao que declarou na eleição de 2024, a última em que concorreu. Naquele ano, quando foi candidato a prefeito de Fortaleza, Wagner declarou ter R$ 1.014.323,79.
Catarina Matos (UP)
Candidata da Unidade Popular (UP) ao Senado no Ceará, Catarina Matos declarou um patrimônio total de R$ 10.435,33. Ela registrou apenas um item em sua declaração de bens, que corresponde a todo o patrimônio informado à Justiça Eleitoral. Catarina possui pouco mais de R$ 10 mil em aplicações e investimentos.
Como esta é a primeira eleição em que ela concorre, não há registro de outros pleitos para comparar.
Cid Gomes (PSB)
O senador e candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) declarou um total de R$ 1.595.202,78 em bens à Justiça Eleitoral. O item mais caro é relativo à sua participação na Corte Oito Gestão e Empreendimento Ltda, no valor de R$ 560,5 mil. Cid é responsável por 95% do capital social da empresa, que atua nos setores de geração de energia elétrica e comércio varejista de combustíveis.
O senador também informou um imóvel urbano no valor de R$ 300 mil; um apartamento de R$ 230 mil no bairro Meireles, em Fortaleza; um quinto de um apartamento avaliado em R$ 160 mil em Sobral e 50% do capital social da empresa Condomínio Terra Nova Comunicações, no valor de R$ 120 mil.
Cid teve uma redução de 0,14% no seu patrimônio em relação ao que declarou na eleição de 2018, quando concorreu ao Senado pela primeira vez. Naquele ano, ele declarou R$ 1.597.489,37.
Guilherme Theophilo (Novo)
O general da reserva Guilherme Theophilo, candidato do Novo ao Senado no Ceará, declarou R$ 6.160.000,00 em bens à Justiça Eleitoral. O militar informou como bens mais caros R$ 3 milhões em fundos de investimento e mais R$ 3 milhões relativos a um apartamento, sem endereço informado.
Theophilo ainda declarou possuir dois veículos, sem especificar quais modelos - um avaliado em R$ 100 mil e outro em R$ 60 mil.
O político teve um aumento de 411,76% no seu patrimônio em relação ao que declarou na última eleição em que disputou. Em 2018, quando foi candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Theophilo declarou R$ 1.203.695,99.
Lino Alves (PCO)
Candidato ao Senado pelo PCO no Ceará, Lino Alves não informou bens à Justiça Eleitoral. Na última eleição, em 2024, quando concorreu a prefeito de Juazeiro do Norte (CE), Lino também não declarou bens. Portanto, não há como comparar a evolução do patrimônio do candidato.
Na eleição de 2022, quando concorreu a deputado federal pelo Ceará, o político informou um patrimônio total de R$ 110.000,00, que envolvia um imóvel avaliado em R$ 100 mil e um carro modelo Fiat Palio de R$ 10 mil.
Luizianne Lins (Rede)
A deputada federal e candidata ao Senado Luizianne Lins (Rede) declarou R$ 333.284,84 em bens à Justiça Eleitoral. A parlamentar declarou três itens, sendo o de maior valor um apartamento no bairro Aldeota, em Fortaleza, avaliado em R$ 228 mil.
Ela também registrou um saldo em conta corrente de R$ 95 mil e um veículo modelo Fusca 1969 avaliado em R$ 10 mil.
Luizianne teve um aumento no patrimônio de 39,82% em comparação à eleição de 2022. Há quatro anos, ela declarou R$ 238.365,51 em bens.
Reginaldo Ferreira (PSTU)
Candidato ao Senado pelo PSTU no Ceará, Reginaldo Ferreira declarou um patrimônio total de R$ 212.000,00 à Justiça Eleitoral. Ele informou apenas dois itens. O bem mais caro é uma casa avaliada em R$ 200 mil, sem endereço especificado. Outro item é uma motocicleta de R$ 12 mil.
O professor e ativista ambiental registrou um aumento nos bens de 94,50% em comparação ao que declarou na eleição de 2022. Reginaldo concorreu naquele ano ao cargo de vice-governador na chapa de Zé Batista (PSTU) e declarou na época um total de R$ 109.000,00 em bens.