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Augusto Cury defende dividir BNDES e financiar microempresas com dividendos da Petrobras

Avante faz evento de lançamento da pré-candidatura de Augusto Cury à Presidência em Manaus

G1 — Brasil · 2026-08-18T22:25:29.000Z

Avante faz evento de lançamento da pré-candidatura de Augusto Cury à Presidência em Manaus

Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury defendeu dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dois para ampliar o financiamento de microempresas. Em seu plano de governo, ele promete financiar dez milhões de microempreendedores caso seja eleito presidente.

"Eu dividiria o BNDES em dois na primeira semana o banco: um banco para as grandes empresas e um banco para microempresa. Inclusive, usaria até o dinheiro dos dividendos da Petrobras, que vai para os cofres do governo para tampar buraco -- porque o governo acaba sendo o governo gastador - para nós podermos pelo menos financiar um milhão de microempresas com dividendos da Petrobras", afirmou o candidato em entrevista ao SBT News na noite desta terça-feira (18).

De acordo com o candidato, o país precisa desenvolver uma economia distribuída para não depender de grandes empresas ou, caso contrário, "vai ser desemprego em massa" com o avançar da tecnologia e da inteligência artificial.

"Eu tenho claro que nós precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos para preparar o Brasil para o tsunami da robótica e da inteligência artificial. Talvez não sobre pedra sobre pedra nos próximos quatro ou cinco anos", afirmou.

Contra a reeleição

Durante a entrevista, o candidato se posicionou contra a reeleição para o cargo de presidente e definiu o segundo mandato como um dos motivos para o cometimento de corrupção no país. A fala foi dita enquanto ele respondia sobre a composição de uma eventual equipe de governo.

"Nós chamaríamos as pessoas mais notáveis, não para fazer um governo de Augusto Cury. Não é um projeto de ego, é um projeto de Estado. E vocês viram no meu programa de governo: é um programa para quatro anos porque eu sou contra a reeleição, que é uma das fontes da corrupção. Teria que ser um projeto para os próximos 25 anos", afirmou o candidato.

[Matéria em atualização]

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