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Em ordem: Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).
G1 — Brasil · 2026-07-22T22:18:28.000Z
Em ordem: Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).
Os oito pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul voltaram a se reunir frente a frente em debate. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (22), no Tá Na Mesa, evento organizado pela Federação de Entidades Empresariais do RS (Federasul), em Porto Alegre.
Estiveram presentes os pré-candidatos Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).
O debate teve cinco blocos. O inicial para apresentações e o último para considerações finais. Houve dois blocos em que cada pré-candidato respondeu uma pergunta específica, definida por sorteio, e um bloco em que todos responderam ao mesmo questionamento.
Esta indagação foi sobre segurança jurídica, equilíbrio entre os Poderes e Supremo Tribunal Federal (STF) e, como aconteceu no último debate, os pré-candidatos divergiram acerca de opiniões sobre a Suprema Corte e a possibilidade de impeachment de seus ministros.
Diversos outros temas foram abordados, como a redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1, segurança pública e combate ao crime organizado, a criação de um fundo constitucional para a Região Sul do país, competitividade econômica e dívida gaúcha com a União.
Um dos principais pontos de divergência foi justamente a proposta do fim da escala 6x1, que aguarda o aval do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para começar a tramitar no Senado.
🔎 O texto, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses, foi aprovado pela Câmara há quase dois meses e, desde então, o projeto não passou por nenhuma fase necessária da tramitação no Senado.
Confira, abaixo, os posicionamentos dos pré-candidatos sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
Frederico Antunes (PSD)
"Estamos debatendo na hora errada. Quem diz que é um aproveitamento eleitoreiro tem toda razão. Concordo que pode ser rediscutida a escala de trabalho, mas tem que ser feito ao longo de um tempo, para ser implantado ao longo de um outro tempo. Fazer de forma inadequada, em um período inadequado, é só aumentar essa dificuldade para o cidadão brasileiro."
Germano Rigotto (MDB)
"Seria melhor debater esta questão pós-eleição. Tem que levar em consideração as diferenças entre os diversos setores. As microempresas poderão ser mais impactadas. A transição para que isso ocorra é fundamental. Os municípios estão reclamando que isso vai ter impacto nas finanças dos municípios. A transição pode ajudar a resolver isso."
Manuela d'Ávila (PSOL)
"Sou absolutamente favorável ao fim da escala 6x1. As trabalhadoras brasileiras, sobretudo, merecem mais um dia de descanso. Os dados mostram que melhora a economia. Esse dia é usado para circular na cidade, para consumir. Cresce até 4% segundo alguns estudos. Eu sou absolutamente favorável e sei que mais de 70% das gaúchas e dos gaúchos também são."
Marcel van Hattem (Novo)
"Sou a favor do horário flexível. Ou seja, que o trabalhador possa decidir quantas horas, quantos dias vai trabalhar. Hoje, o trabalhador está custando o dobro para o seu patrão e, no fim das contas, ele não vê esse dinheiro que o patrão paga em impostos. Precisamos reduzir os impostos sobre a folha de trabalho, para o trabalhador não precisar pagar tanto imposto e poder descansar mais."
Milton Cardoso (PSDB)
"A minha opinião é que é um absurdo o que estão fazendo. Tem que permanecer a jornada de trabalho 6x1 e a liberdade. Eu tenho três filhos formados no Canadá. Liberdade. Você trabalha quantas horas quiser. Isso tem que ser uma opção do cidadão, não a imposição como o governo está fazendo, que é um movimento eleitoreiro."
Paulo Pimenta (PT)
"Totalmente favorável. Esse é um debate que o mundo já avançou. Quem cumpre a escala 6x1 são pessoas que ganham menos, trabalham mais, e majoritariamente mulheres, que são condenadas a ter um dia de convívio familiar. Chegou a hora de a gente fazer justiça e garantir a dignidade para quem trabalha mais e ganha menos. Vamos aprovar o fim da escala 6x1."
Renato Jaguarão (Cidadania)
"O trabalhador tem direito ao descanso. Agora, o governo cria a lei e o empresário que resolva os problemas. O governo tem que fazer a sua parte: diminuir os encargos trabalhistas. Que o trabalhador merece descanso, é mais do que justo o trabalhador ter dois dias de descanso na semana. Só que o governo federal também tem que contribuir, diminuindo os encargos trabalhistas."
O g1 procurou o pré-candidato Ubiratan Sanderson (PL) e não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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