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Rachadinha: MPRJ acusa 7 ex-servidores do gabinete de Carlos Bolsonaro de improbidade e pede a devolução de R$ 1,9 milhão

Câmara Municipal do Rio

G1 — Brasil · 2026-07-22T22:14:07.000Z

Câmara Municipal do Rio

O Ministério Público do Rio entrou na Justiça com uma ação de improbidade administrativa contra sete pessoas que trabalharam no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio, acusadas de envolvimento num esquema de rachadinha - forma pela qual é conhecido o esquema que ocorre quando os servidores devolvem parte dos salários para o político.

Sete pessoas foram acusadas de improbidade administrativa, que é a violação dos princípios da administração pública. Carlos Bolsonaro não está na lista de processados.

Na ação, o MP pede a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos - valor que teria sido desviado pela rachadinha no gabinete do ex-vereador.

Jorge Luiz Fernandes, que foi o chefe de gabinete, é apontado como o "centro operacional e principal beneficiário do esquema ilícito".

O inquérito civil destaca que, "entre 2005 e 2021, ele recebeu transferências sistemáticas de diversos assessores parlamentares. E contou com ajuda da esposa, Regina Célia Sobral Fernandes, na arrecadação.

Ela tinha cargo de assessora no gabinete e, segundo a investigação, também recebia parte do salário de outros funcionários e repassava o dinheiro para o marido.

O inquérito mapeou 304 transferências no valor total de R$ 814 mil, de Regina Célia para a conta de Jorge Luiz.

A ação de improbidade também se aprofundou no caso da assessora Andrea Cristina da Cruz Martins.

Em 2018, ela fez 12 repasses para o então chefe de gabinete, Jorge Luiz, num total de R$ 112 mil. O valor devolvido corresponde a 70% dos salários que a funcionária recebeu da Câmara de Vereadores do Rio.

O Ministério Público afirma que o objetivo do grupo era "a perpetuação de um esquema de apropriação sistemática de verbas públicas por meio de repasses injustificados".

Além da devolução dos R$ 1,9 milhão que teriam sido desviados, o Ministério Público quer a condenação dos acusados com a suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e demissão de qualquer cargo público.

Na esfera criminal, Jorge Luiz Fernandes e os outros seis ex-assessores do gabinete de Carlos Bolsonaro viraram réus no mês passado pelos crimes de organização criminosa e peculato, que é o desvio de dinheiro público.

A investigação contra Carlos Bolsonaro pela suspeita da rachadinha ainda está em andamento.

MPRJ reabre investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro por suspeita de rachadinha

O que dizem os citados

A defesa de Jorge Luiz Fernandes e Regina Célia disse que, por se tratar de um processo sigiloso, vai apontar o equívoco da acusação do ministério público nos autos do processo.

A GloboNews procurou a defesa ex-vereador Carlos Bolsonaro, mas não recebemos retorno.

A produção também não conseguiu contato com a defesa de Andrea Cristina da Cruz Martins.

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