ITATIBA1
Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Nando Reis são retratados em arte de Manu Santos na capa do álbum 'Pelo tempo que durar', do coletivo Lado Alado
G1 — Brasil · 2026-08-19T01:45:39.000Z
Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Nando Reis são retratados em arte de Manu Santos na capa do álbum 'Pelo tempo que durar', do coletivo Lado Alado
Arte de Manu Santos
♬ Parceria de Adriana Calcanhotto com Marisa Monte apresentada por Marisa no álbum “Infinito particular” (2006), a canção “Pelo tempo que durar” ganha bonito registro de Manu Santos – com contracanto de Fabiano Bianco – 20 anos após a gravação original de Marisa Monte. “Pelo tempo que durar” é a música que dá nome ao sexto álbum do coletivo Lado Alado.
Sob direção musical de Luiz Lopez (guitarra e violão) e os toques dos músicos de Pedro Herzog (baixo), Rafael Martins (teclados e piano) e Rike Frainer (bateria e percussão), os cinco cantores do coletivo – Cecília Einsfeld, Fabiano Bianco, Júlia Fialho, Manu Santos e Vall Coutinho – dão vozes a dez canções compostas por Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Nando Reis.
Além da música-título “Pelo tempo que durar”, o coletivo traz à tona outra parceria de Adriana com Marisa, “Devo lhe dizer” (2010), apresentada em álbum de Dadi Carvalho – também autor da canção, em gravação feita por Dadi com a participação da própria Adriana Calcanhotto – e revivida pelo Lado Alado com as quatro cantoras do coletivo (Cecília Einsfeld, Júlia Fialho, Manu Santos e Vall Coutinho).
Com lançamento agendado para este mês de agosto de 2026, com capa que expõe os cinco compositores em arte criada por Manu Santos, o álbum “Pelo tempo que durar” tem repertório selecionado com criatividade e conhecimento das obras dos compositores, longe dos sucessos já comumente abordados.
No álbum, o coletivo Lado Alado ilumina “O sol” (Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra, 1008) no canto de Cecília Einsfeld e Fabiano Bianco (líder do coletivo) e rememora “Fim do dia” (Arnaldo Antunes e Paulo Miklos, 1998) nas vozes de Fabiano Bianco e Vall Coutinho. Quase nunca lembradas, essas duas músicas foram lançadas por Arnaldo no quarto álbum solo do artista, “Um som” (1998).
Da lavra de Nando Reis, o Lado Alado regrava “A Urca” (1995) e “O seu lado de cá” (1995), ambas músicas do primeiro álbum solo do cantor, “12 de janeiro” (1995), lançado quando Nando ainda integrava o grupo Titãs. Já Carlinhos Brown está representado no repertório por “Argila” (1996) e “Covered saints” (1996), músicas do primeiro álbum solo de Brown, “Alfagamabetizado” (1996), lançado há 30 anos.
Na gravação de “Abololô” (Marisa Monte e Lucas Santtana, 2000), o coletivo embute citação de “Asas” (Adriana Calcanhotto e Antonio Cicero, 1998). A propósito, além da inusitada seleção de repertório, o álbum “Pelo tempo que durar” é valorizado pela boa ideia de juntar obras de cinco compositores da mesma geração que dialogam umas com as outras.
Capa do álbum 'Pelo tempo que durar', do coletivo Lado Alado
Arte de Manu Santos