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STF pode retomar nesta quarta julgamento sobre eleição para mandato-tampão no Rio

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (19) o julgamento que discute o modelo da eleição para um mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro, se a escolha deve ser pelo voto popular ou por votação pela Assembleia Legislativa.

G1 — Política · 2026-08-19T03:00:14.000Z

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (19) o julgamento que discute o modelo da eleição para um mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro, se a escolha deve ser pelo voto popular ou por votação pela Assembleia Legislativa.

Nos bastidores, ministros apontam que há chance de o processo não ser levado a julgamento ou ainda que se for analisado possa ter um novo pedido de vista.

Atualmente, o Rio é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que deve permanecer até outra decisão do STF.

Agora no g1

Esse caso começou a ser analisado em abril, mas teve um pedido de vista do ministro Flávio Dino para avaliar melhor o processo e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou inelegível o ex-governador do Rio Cláudio Castro por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.

O vice, Thiago Pampolha, já havia renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Rio.

Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir. Ele teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso novamente no fim de março.

A decisão da Justiça eleitoral ocorreu após Castro renunciar às vésperas do julgamento.

O plenário analisa duas ações apresentadas pelo PSD. O partido argumenta que a renúncia de Cláudio Castro foi uma manobra para manter o mesmo grupo político no poder por meio de eleições indiretas.

O julgamento foi suspenso com quatro votos para a eleição ser indireta, ou seja, com o voto dos deputados estaduais. Seguiram nesta linha os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.

O ministro Cristiano Zanin votou para que o pleito fosse de forma direta, com a participação da população do estado. Outros cinco ministros ainda precisam votar.

Palácio Guanabara, no Rio

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