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O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio
G1 — Brasil · 2026-07-22T22:34:25.000Z
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio
O governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, extinguiu a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar). A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (22), que traz uma série de medidas de reestruturação da administração estadual.
Com a mudança, a Seenemar deixa de existir como secretaria independente e passa a funcionar dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics). Até a nomeação de um novo titular para a pasta unificada, o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, acumulará as duas funções.
A extinção da secretaria ocorre dias após o governo promover mudanças no Instituto Rio Metrópole (IRM), alvo da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio. Ainda nesta quarta-feira, Couto também determinou a exoneração de 30 servidores ligados ao instituto.
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A Seenemar vinha sendo associada politicamente ao deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). A pasta tinha executivos indicados pelo parlamentar, que chegou a participar de eventos oficiais da secretaria. Knoploch, no entanto, sempre negou qualquer ingerência na gestão.
A extinção da Seenemar faz parte de uma reorganização administrativa promovida pelo governo estadual.
Mudanças no Instituto Rio Metrópole
Na segunda-feira (20), onze dias após a Operação Ouroboros, Ricardo Couto já havia exonerado a cúpula do IRM. Na ocasião, foram dispensados 14 dirigentes da autarquia, entre eles o então presidente Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado Alexandre Knoploch; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch.
Os quatro estão entre os presos na investigação conduzida pelo Ministério Público.
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Segundo a denúncia, 11 investigados são acusados de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em um contrato de R$ 86 milhões do instituto.
De acordo com a investigação, empresas contratadas pelo IRM teriam firmado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos públicos. Parte do dinheiro, segundo o MP, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, conhecida como "Mulher da Mala", também presa na operação.