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Suspeito de matar PM teria discutido com vítima antes do crime, diz polícia
G1 — Brasil · 2026-08-19T12:21:36.000Z
Suspeito de matar PM teria discutido com vítima antes do crime, diz polícia
A investigação sobre o caso do policial militar que foi morto após uma discussão no Lago Corumbá IV, em Santo Antônio do Descoberto , no Entorno do Distrito Federal, ainda está em andamento. Os momentos que antecederam o crime ainda precisam ser esclarecidos pela polícia. Cícero Romério Ribeiro Honório, que era PM no Distrito Federal, foi morto durante um evento. O suspeito do crime, Cleberson Osternes Rodrigues, está preso.
Ao g1 , a defesa de Cleberson, representada pelo advogado Hélder César Soares de Oliveira, disse que Cleberson ainda está preso. Segundo o advogado, Cleberson reagiu após ser atingido por um disparo feito pelo policial, depois que Cleberson interveio nas discussões e agressões do PM contra a própria esposa.
Veja abaixo o que se sabe, até agora, sobre o caso:
O crime aconteceu na noite de sábado (15). De acordo com a Polícia Militar de Goiás, Cleberson afirmou que Cícero teria discutido e empurrado a esposa. Cleberson, então, interveio. O PM, que estava armado, atirou no chão, mas o tiro teria atingido uma perna de Cleberson, que revidou, também atirando.
Já o advogado Hélder esclarece, no entanto, que, segundo o relato de Cleberson e das testemunhas, o policial militar estaria agredindo fisicamente a própria esposa, o que teria motivado a intervenção dos presentes.
"Nesse contexto, o policial teria efetuado um disparo de arma de fogo contra o acusado que, diante da agressão injusta e iminente ameaça à sua integridade física, reagiu em legítima defesa, efetuando um disparo contra o PM, afirmou o advogado.
Policial militar do Distrito Federal Cícero Romero Ribeiro Honório
Segundo relatado pela polícia e citado pela juíza Karinne Thormin da Silva durante a audiência de custódia de Cleberson, ele fugiu do local em uma caminhonete, que foi posteriormente localizada em frente a uma casa, em Anápolis, na região central de Goiás, onde morava um irmão.
Consumo de bebidas
No interior do veículo, os policiais encontraram latas de cerveja e vestígio de sangue. Quando foi abordado, segundo os policiais, Cleberson estava " ferido na perna, cercado por sangue e apresentando sinais visíveis de embriaguez". Ao ser questionado, Cleberson contou que ele havia consumido bebidas alcoólicas com o policial militar, no local do evento, quando a discussão aconteceu, seguida de troca de tiros. Um exame de alcoolemia realizado em Cleberson apresentou resultado de 0,53 mg de álcool por litro de ar expelido.
Armas e munições
Segundo o termo da audiência de custódia, durante as diligências, foram apreendidas uma pistola calibre .380, uma arma longa calibre .22, uma garrucha calibre .22 e diversas munições. A arma usada no crime tinha sido escondida em um cofre, segundo o relato da juíza Karinne.
O armamento foi considerado um fator decisivo para a juíza manter Cleberson preso, convertendo a prisão em flagrante em preventiva.
"A quantidade e a variedade de armas e munições apreendidas constituem elementos concretos que podem ser considerados na aferição da periculosidade do agente e do risco à ordem pública", afirmou a magistrada.
Suspeito de matar PM teria discutido com vítima antes do crime, diz polícia
Cleberson foi preso na madrugada de domingo (16). Um laudo médico atestou que o ferimento que ele tinha na perna era compatível com um tiro. Em sua decisão, a juíza Karinne destacou a fuga dele para outra cidade, apesar do ferimento.
"Mesmo ferido, não permaneceu no local para buscar atendimento ou prestar auxílio à vítima, tendo se deslocado para outro município e permanecido na residência de seu irmão até ser localizado pelas forças policiais, como pontuou o Ministério Público em sua manifestação", disse a magistrada.
Cleberson foi autuado pelos crimes de homicídio, posse de arma de fogo e embriaguez ao volante.
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