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Perícia de lesões, quem tinha a guarda e possível tortura: o que falta saber sobre caso de menina de 4 anos que chegou morta a UPA no RS

Polícia Civil do RS investiga morte de menina de 4 anos em Porto Alegre

G1 — Brasil · 2026-08-19T13:43:52.000Z

Polícia Civil do RS investiga morte de menina de 4 anos em Porto Alegre

A morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, é alvo de uma investigação da Polícia Civil em Porto Alegre. A criança foi levada já sem vida para a UPA Bom Jesus, na Zona Leste da capital, na madrugada de segunda-feira (17), e os profissionais de saúde que a atenderam identificaram posíveis sinais de violência pelo corpo.

As circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas. A investigação também busca identificar o que provocou os ferimentos.

Nesta reportagem, o g1 mostra o que se sabe e o que falta saber sobre o caso:

Quem era Samylle

O que aconteceu

Quais marcas foram encontradas

O que a polícia investiga

O que disse a tia

Quem são os suspeitos

Como era a guarda da criança

O que falta saber

Quem era Samylle

Samylle Valentina Borba Ramiro, menina de 4 anos que morreu no RS

A vítima foi identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos. Ela tinha uma irmã de 9 anos e era acompanhada por órgãos de proteção à infância desde 2025.

O que aconteceu

O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (17).

Segundo a investigação, a criança foi levada à UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, por uma tia. Quando chegou no local, a criança já não tinha sinais vitais. Ao constatar o óbito e observar lesões compatíveis com agressão, a equipe médica acionou a Brigada Militar.

O corpo foi encaminhado para perícia.

Quais marcas foram encontradas

De acordo com relatos repassados à polícia, Samylle apresentava diversas manchas roxas pelo corpo. Os ferimentos estavam concentrados principalmente na cabeça, nas pernas e nas nádegas.

Profissionais de saúde também comunicaram à polícia a suspeita de violência sexual em razão do tipo de lesões identificadas.

O que a polícia investiga

A principal linha de apuração considera a possibilidade de agressão física. Os investigadores tentam determinar se a menina foi vítima de maus-tratos, espancamento ou tortura.

Os laudos periciais devem indicar se os ferimentos foram causados por violência e se há relação direta entre essas lesões e a morte.

O que disse a tia

A mulher que levou Samylle à unidade de saúde prestou depoimento e foi liberada.

A delegada relata que a tia afirma que, quando chegou em casa após o trabalho, a menina estava saindo do banho e apresentava lesões pelo corpo. Ela teria questionado seu companheiro e os dois tiveram uma discussão.

"A menina foi para o quarto dormir. Quando a tia passou, a menina estava na cama, dormindo. Viu que ela apresentava uma espuma pela boca, como se estivesse convulsionando”, conta a delegada.

Segundo testemunhas, o companheiro da tia da criança também esteve na UPA, mas foi embora em seguida.

Quem são os suspeitos

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil afirma que não há suspeitos formalmente apontados no caso.

Os envolvidos são tratados como testemunhas enquanto a investigação está em andamento.

Quem tinha a guarda da criança

Samylle Valentina tinha uma irmã de nove anos de idade. As duas passaram a ser acompanhadas pelo Conselho Tutelar em abril de 2025, após denúncias de abuso sexual do pai da menina contra a meia-irmã.

Na ocasião, ambas foram encaminhadas para a casa dos avós maternos. Meses depois, em outubro de 2025, a guarda de Samylle voltou para a mãe, de forma compartilhada com o pai.

Em julho deste ano, a tia informou ao Conselho Tutelar que a menina estaria sem os cuidados adequados da mãe.

Ela recebeu um termo de responsabilidade e buscava, na Justiça, obter a guarda definitiva da sobrinha. Poucos dias antes da morte, havia procurado a Defensoria Pública para tratar do assunto.

O que falta saber

Os laudos periciais devem esclarecer pontos considerados essenciais para a investigação. Os exames também devem indicar se os ferimentos foram causados de forma intencional e ajudar a reconstituir o que aconteceu nas horas que antecederam a chegada da menina à UPA.

A polícia busca determinar a causa da morte de Samylle, identificar quando as lesões foram provocadas e verificar se houve violência física, sexual ou ambas.

Outro foco do inquérito é identificar os responsáveis pelas agressões constatadas pelos profissionais de saúde.

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