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Instituto Rio Metrópole devolve R$ 70 milhões ao governo após revisão

Instituto Rio Metrópole tem contratos auditados e suspeita de superfaturamento

G1 — Brasil · 2026-08-19T13:38:23.000Z

Instituto Rio Metrópole tem contratos auditados e suspeita de superfaturamento

O Instituto Rio Metrópole (IRM) devolverá, nesta quarta-feira (19), cerca de R$ 70 milhões aos cofres públicos estaduais. Segundo o governo do estado, esta será a 1ª devolução efetiva de recursos dentro do processo de revisão de gastos determinado pelo governador em exercício Ricardo Couto.

O IRM foi alvo, no mês passado, da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que investigava um esquema de contratos ilegais. Seis pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.

Couto exonerou a cúpula da autarquia e determinou uma auditoria nas contas do instituto.

Segundo o governo, os R$ 70 milhões são provenientes do orçamento estadual destinado ao Instituto. “A revisão financeira mostrou que o IRM consegue manter seus contratos e obrigações sem utilizar esse valor”, disse, em nota.

“O Instituto também possui cerca de R$ 300 milhões em um fundo formado por recursos de diversas fontes que não só tesouro estadual. Um estudo técnico e jurídico está em andamento para avaliar a possibilidade de devolução de parte desse montante aos cofres públicos”, emendou.

Desde 24 de março, quando Couto assumiu interinamente, 5.968 servidores comissionados foram exonerados, gerando uma economia estimada de R$ 280 milhões até o fim de 2026.

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Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM

Uso indevido de recursos

Atualmente, o Instituto Rio Metrópole é presidido interinamente pelo secretário Roberto Leão. Segundo ele, a auditoria completa nas contas e nos contratos do órgão deve ser concluída até outubro.

Para Leão, os indícios encontrados até agora apontam para o uso indevido dos recursos do instituto.

“O IRM era utilizado como uma forma de escoar dinheiro público. Tendo em conta que é uma autarquia, o controle dela é um pouco mais frouxo. Era uma forma de fazer uma descentralização de crédito para o instituto e dali utilizar o dinheiro de uma forma... com o radar menor. Então foi uma forma que eles encontraram, acredito eu, de fazer contratações não republicanas e com menos risco.”

O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 com a função de desenvolver projetos e buscar melhorias para os moradores da Região Metropolitana do Rio, em áreas como habitação, saneamento, economia, urbanização e mobilidade.

Todos os meses, o órgão recebe 0,5% da receita arrecadada com as contas de água e esgoto da Região Metropolitana.

O repasse vem aumentando ao longo dos anos. Em 2023, foram quase R$ 30 milhões. No ano passado, o valor chegou a R$ 37 milhões.

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