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Militar opera drone de ataque Raptor, produzido por empresa dinamarquesa.
G1 — Brasil · 2026-08-19T13:17:49.000Z
Militar opera drone de ataque Raptor, produzido por empresa dinamarquesa.
Nordic Wing via Ministério da Defesa da Suécia
A Suécia vai incorporar às suas Forças Armadas pela 1ª vez uma frota de drones de ataque, revelou a TV pública sueca SVT nesta quarta-feira (19).
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O governo sueco assinou nesta semana um contrato no valor de 350 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 191 milhões) com a empresa dinamarquesa Nordic Wing, que fornecerá os projéteis em 2027, segundo a SVT.
A Suécia já possuía drones capazes de realizar reconhecimento e vigilância, porém agora passará a incorporar um sistema de drones de ataque ao seu arsenal, com o objetivo de destruir alvos inimigos e se proteger da ameaça russa.
A compra dos drones reflete uma preocupação gerada pela guerra da Ucrânia e é um primeiro passo para adaptar o arsenal sueco à guerra moderna, afirmou à SVT o chefe da Escola de Combate Terrestre sueca, Lennart Widerström. O conflito foi o primeiro a utilizar esses equipamentos em larga escala e ficou conhecido como "a guerra dos drones".
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"Esse sistema oferece uma nova capacidade, sobretudo para as unidades leves, permitindo atacar alvos a longa distância e com uma carga de combate de altíssimo poder de destruição", afirmou Widerström.
Segundo a SVT, o novo sistema de drones tem alcance de centenas de quilômetros e é destinado principalmente ao uso por unidades terrestres. O pacote também inclui equipamentos de controle, simuladores para treinamento e exercícios e contêineres especialmente fabricados para manutenção em campo.
Assim como outros países que dividem fronteira com a Rússia, a Suécia está em estado de alerta desde o início da guerra da Ucrânia, que já dura quatro anos e meio sem perspectiva de ser finalizado. Entre as medidas tomadas pelo governo sueco desde então estão a entrada na Otan e a divulgação de vídeos e panfletos para instruir a população em caso de invasão russa. A Suécia disse também estar aberta a hospedar armas nucleares de aliados em seu território.