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Acusado de matar ex a tiros em Barrinha, SP, vai a júri popular; defesa diz que ele é réu confesso

Paulo Henrique Batista foi preso pelo feminicídio da ex-esposa Fabiana Batista, em Barrinha, SP

G1 — Brasil · 2026-08-19T13:58:10.000Z

Paulo Henrique Batista foi preso pelo feminicídio da ex-esposa Fabiana Batista, em Barrinha, SP

O homem acusado de matar a ex-esposa a tiros em Barrinha (SP), em maio, vai a júri popular. A decisão foi tomada pela Justiça após a audiência de instrução e julgamento, realizada nesta terça-feira (18) no Fórum de Sertãozinho (SP).

Paulo Henrique Batista, de 42 anos, é acusado de feminicídio qualificado pela morte da costureira Fabiana Cristina Lacerda Batista, também de 42. Os dois foram casados por 25 anos e estavam separados havia cerca de dois meses e meio quando o crime aconteceu, em 2 de maio.

Ele está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontal (SP). O julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não tem data marcada.

Procurada pela EPTV, afiliada da TV Globo, a defesa informou que não vai recorrer da decisão. Em nota, o advogado Alan Romualdo da Silva afirmou que o acusado optou por ser réu confesso e que a discussão das teses da acusação será feita no plenário do júri.

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O que decidiu a Justiça

A decisão é chamada de pronúncia e encerra a primeira fase do processo do júri. Nela, o juiz entende que há prova de que o crime ocorreu e indícios suficientes de autoria para que o caso seja levado a julgamento popular. A pronúncia não é condenação: caberá aos jurados decidir se o réu é culpado ou inocente.

Segundo a decisão, o acusado responde por feminicídio com as qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de outras circunstâncias descritas na denúncia. O feminicídio prevê pena de 20 a 40 anos de prisão.

O Ministério Público havia denunciado Paulo Henrique em maio. Além da condenação, os promotores pediram indenização de R$ 100 mil para cada um dos dois filhos do casal, uma mulher de 23 anos e um adolescente de 14.

Carro onde Fabiana Cristina foi morta a tiros em Barrinha (SP).

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O que diz a defesa

Em nota, o advogado Alan Romualdo da Silva afirmou:

"Tendo em vista que o acusado Paulo Henrique optou por ser réu confesso, nesta fase não lhe restou interesse em recorrer da pronúncia, haja vista que o enfrentamento desejável para ele e por parte desta defesa irá ocorrer quando da formação do plenário no Tribunal do Povo, onde será possível explorar com maior eficácia jurídica defensiva, visando o afastamento de algumas teses acusatórias."

Fabiana Cristina Lacerda Batista foi abordada pelo ex-marido, Paulo Henrique Batista, ainda dentro do carro, em Barrinha, SP

Como foi o crime

O crime aconteceu na noite de 2 de maio, um sábado, na Avenida Costa e Silva, no Jardim Paulista. Fabiana chegava de carro a um bar acompanhada da irmã, a cantora Lorena Freitas, que faria uma apresentação musical no local.

Segundo as investigações, o acusado saiu de Itaú de Minas, no Sul de Minas Gerais, e percorreu cerca de 200 quilômetros até Barrinha. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele aguardava a chegada das irmãs, onde teria permanecido por cerca de uma hora.

Ainda de acordo com a investigação, ele monitorava as redes sociais da irmã de Fabiana para descobrir onde as duas estariam.

Após os disparos, Paulo Henrique foi contido por pessoas que estavam no local e preso em flagrante. Ele chegou a ficar internado depois de ser agredido e, posteriormente, foi transferido para o CDP de Pontal.

A vítima Fabiana Cristina Batista e o suspeito Paulo Henrique Batista, de Barrinha (SP), foram casados por 25 anos.

Histórico de ameaças

Familiares relataram à polícia que o relacionamento entre o casal era marcado por episódios de agressões e ameaças. Fabiana havia se mudado de Itaú de Minas para Barrinha depois da separação, para ficar mais perto da irmã.

Em fevereiro, o acusado chegou a ser preso por ameaçar a costureira com uma faca, mas foi solto um dia depois, em audiência de custódia.

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