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Em sabatina, Haddad defende 'privatização bem feita' e critica modelos de Tarcísio em SP

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, em sabatina na rádio CBN.

G1 — Brasil · 2026-08-19T15:15:47.000Z

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, em sabatina na rádio CBN.

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira (19), que, caso seja eleito em outubro, vai rever os contratos de concessão e privatizações da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao participar da sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor, o petista admitiu, entretanto, que é a favor de concessões de setores não estratégicos em São Paulo, como rodovias e transportes, mas que setores essenciais como gás, água e energia, por exemplo, essas ações "precisam ser mais bem feita ou revistas".

Na sabatina, Haddad afirmou, contudo, que reestatizar a Sabesp - que foi recentemente privatizada pelo governo Tarcísio e é motivo de críticas por parte da população - é "muito difícil" e um "imbróglio jurídico medonho".

“Já vi pesquisa que 54, 55% dos paulistas são a favor da reestatização da Sabesp. Sei desse clamor e eu vou estudar com muito carinho todas as possibilidades. Mas antecipo que reestatizar uma empresa recém-privatizada é um imbróglio jurídico medonho. Então, o que nós vamos de boa-fé é ir à mesa, negociar, rever salvaguardas para a população, inclusive a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento”, declarou o petista.

“Eu sou autor da Lei das Parcerias Público-Privadas [PPPs]. Fui pra Brasília em 2003 para redigir a lei. Não tenho problema com concessão de rodovias, por exemplo. E nós fizemos três vezes mais que o Tarcísio. (...) No que diz respeito à privatização das escolas, a que o governo Tarcísio tá fazendo é 38% mais cara que a operação pública. Saiu hoje na imprensa", declarou.

“Nós estamos discutindo se tem que ser bem-feito ou mal-feito em primeiro lugar. E está sendo mal feito em São Paulo, porque está piorando o serviço. A gente coloca às vezes a parceria público-privada como um bem em si mesmo e ela não é, depende do setor e depende do contrato. Você pode privatizar errado num setor estratégico que não vale a pena e privatizar, ou privatizar uma coisa que faz sentido privatizar, mas privatizar mal, como tem acontecido aqui no estado”, declarou.

E completou: “Quando é setor estratégico, eu sou contra [privatizar ou conceder]. Acho que as privatizações do governo Bolsonaro, no que diz respeito ao óleo e gás, por exemplo, foram uma calamidade. Privatizou a BR Distribuidora, que prejudicou o setor e os consumidores do país inteiro”.

No que diz respeito à Segurança Pública, Haddad afirmou que vai criar uma agência de combate ao crime organizado, com representantes de vários setores das polícias (federal, civil e PM), além de representantes do MP e da Receita Federal, para sufocar as finanças dos grupos faccionados.

Ele também defendeu a ampliação maior das câmeras corporais nas fardas dos policiais e criticou a forma como Tarcísio administra a implementações tecnológicas nas polícias paulistas, mesmo com restrições orçamentárias do Tesouro estadual.

“O que custo [das câmaras corporais] não é nada perto das vidas que vão salvar. O Tarcísio colocou R$ 600 milhões no Muralha Paulista e não resultou em nada. A letalidade policial cresceu 80% no governo Tarcísio”, declarou.

“O combate ao crime organizado vai ser pela agência que eu vou criar pela primeira vez. E o tratamento de dependentes químicos com a saúde. Porque você não vai conseguir acabar com o PCC e o Comando Vermelho em SP só com a estrutura que está aí...”, afirmou.

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