ITATIBA1
Grávida passa por curetagem por engano e descobre feto vivo sem líquido amniótico em Sumaré
G1 — Campinas e Região · 2026-08-19T16:16:14.000Z
Grávida passa por curetagem por engano e descobre feto vivo sem líquido amniótico em Sumaré
Uma moradora de Sumaré (SP) descobriu que continuava grávida um mês após ter sido submetida a uma curetagem depois de receber um diagnóstico equivocado de aborto espontâneo.
A paciente afirma que a equipe do Hospital Estadual de Sumaré (HES) atestou a perda do bebê sem realizar exame de ultrassom e que a curetagem teria perfurado a bolsa, deixando o feto sem líquido amniótico e colocando a vida de ambos em risco.
Em nota, o HES lamentou o ocorrido e informou que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento da paciente. Leia o posicionamento na íntegra abaixo.
A continuidade da gravidez foi descoberta em meados de agosto, quando a mulher precisou fazer um teste de gravidez antes de tomar um anticoncepcional injetável.
O exame de sangue deu positivo. Em seguida, uma ultrassonografia de urgência identificou batimentos cardíacos fetais de 157 por minuto e peso estimado de 170 gramas, mas apontou ausência total de líquido amniótico.
"Você pensar que perdeu um bebê e saber que o bebê ainda está dentro de você. [...] Isso não tem explicação", desabafa a denunciante, que preferiu não ser identificada.
Agora no g1
Diagnóstico sem ultrassom
Segundo a paciente, a gestação transcorria sem intercorrências até julho. O atendimento que terminou no diagnóstico equivocado ocorreu da seguinte forma:
Em junho, um exame no Hospital Municipal de Paulínia (SP) apontou gestação normal, com embrião de seis semanas e cinco dias;
Em 12 de julho, ela acordou com sangramento, sem dor, e procurou o Hospital Estadual de Sumaré;
Uma médica fez apenas o exame físico de toque e atestou o aborto espontâneo;
No mesmo dia, a paciente foi submetida à curetagem (procedimento para retirada de material do interior do útero).
Após descobrir que o feto continuava em desenvolvimento, a paciente relata que profissionais da equipe médica disseram, segundo a paciente, que a curetagem pode ter provocado a perda do líquido amniótico.
"Me falaram, me pediu perdão, mas eu acho que perdão e desculpa não vai mudar o cenário que eu estou vivendo hoje. [...] Foi sugerido pra mim de eu poder interromper a gestação por falta desse líquido", diz.
Apesar de ter sido alertada sobre os riscos para a própria saúde e para a viabilidade do bebê, a mulher afirma que recusou a interrupção da gestação.
"Tô vivendo uma situação muito difícil e eu não quero tirar a vida do meu bebê. Enquanto a vida é esperança, eu vou ter essa gestação até quando Deus permitir viver", conclui.
Hospital Estadual de Sumaré
O que diz o hospital
"O Hospital Estadual de Sumaré (HES) lamenta o ocorrido e informa que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento prestado à paciente. Se constatadas irregularidades, medidas cabíveis serão adotadas.
O HES reforça que acolheu a paciente e seus familiares, prestando todo o apoio e os esclarecimentos necessários.
O HES reafirma seu compromisso com a oferta de assistência qualificada, humanizada e segura à população".
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas