ITATIBA1

Pedrinho pede desculpas por pontuação do Vasco no Brasileiro e critica 777 Carioca: "Quem está por trás?"

O presidente do Vasco, Pedrinho, assumiu nesta quarta-feira a responsabilidade pelo desempenho do clube no Campeonato Brasileiro e pediu desculpas aos torcedores pela pontuação da equipe. O dirigente falou no embarque do time para…

ge — Futebol · 2026-08-19T16:39:28.000Z

O presidente do Vasco, Pedrinho, assumiu nesta quarta-feira a responsabilidade pelo desempenho do clube no Campeonato Brasileiro e pediu desculpas aos torcedores pela pontuação da equipe. O dirigente falou no embarque do time para Assunção, onde o Vasco enfrenta o Olimpia, nesta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana.

Em entrevista ao canal Podcast Cruzmaltino, Pedrinho separou a situação esportiva dos problemas financeiros e jurídicos enfrentados pelo clube. Segundo ele, o desempenho no Brasileirão é de sua responsabilidade e não deve ser usado como justificativa para as dificuldades encontradas fora de campo.

"Todo o insucesso é desportivo, pelo menos com relação à pontuação, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro", disse o presidente.

O presidente afirmou que tem trabalhado para corrigir os problemas identificados e disse que entende as críticas da torcida.

— Eu peço, do fundo do meu coração, desculpa aos torcedores por esse momento de pontuação. Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. Torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu. O único responsável sou eu. Então, eu mereço todas as críticas, toda a reivindicação, todo o protesto, porque a responsabilidade é minha.

Pedrinho defende contratações e critica 777

Na sequência do longo discurso, Pedrinho abordou a situação da recuperação judicial e defendeu que o Vasco possa contratar jogadores enquanto cumpre os acordos firmados com os credores.

O presidente comparou a situação a um devedor que negocia uma dívida e passa a cumprir regularmente as parcelas acordadas. Para ele, desde que o clube honre os compromissos da recuperação judicial, não há irregularidade em realizar investimentos paralelamente.

— Essa analogia que eu quero fazer com relação a honrar os compromissos que eu tenho dentro da RJ e, ao mesmo tempo, fazer as contratações. Eu não posso fazer a contratação porque eu estou em recuperação judicial? O que eu não poderia era contratar e deixar de pagar."

Pedrinho afirmou que os procedimentos passam pela análise dos órgãos que acompanham a recuperação judicial.

— Nem posso fazer isso porque eu tenho um gatekeeper, eu tenho um watchdog e todos eles estão avalizando e autorizando todo o procedimento.

+ ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp

Pedrinho também criticou a atuação da 777 Partners no processo de recuperação judicial. Segundo ele, o acordo entre o Vasco, o futuro investidor e a empresa americana está bem encaminhado e a solicitação de uma auditoria pela 777 o surpreendeu.

O presidente também citou os diretores exonerados do Vasco. Segundo Pedrinho, os dirigentes atuavam contra a venda no clube e que a burocracia para conseguir o empréstimo aumentou depois que o presidente foi afastado temporariamente pela Justiça.

— E aí o que me assusta, e eu peço encarecidamente à juíza que ela olhe com bons olhos tudo o que está acontecendo com relação à instituição, é que foi depois dos personagens que saíram do Vasco. Eu fui tirado da cadeira, a burocracia aumentou para o empréstimo. E esses empréstimos, como eu já falei, eu não tiro da minha cabeça.

— O acordo entre o investidor, o futuro investidor e a 777 está muito bem construído. E me surpreende muito a 777 carioca ter pedido uma auditoria. Uma empresa falida pediu a auditoria.

"Quem está por trás da 777? Quem está por trás da 777?", questionou Pedrinho.

— Fui ameaçado de perder os meus bens e, obviamente, se o empréstimo continuar negado, eu vou ficar inadimplente. E a inadimplência, a falta de pagamento para os credores, é uma gestão temerária e automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial. Com isso, meus bens são bloqueados. E o mais importante do que isso é a instituição, porque essas pessoas que saíram do Vasco não estão pensando na instituição. Elas não querem a venda. Elas não querem a venda.

No processo de recuperação judicial, Pedrinho colocou os seus bens à disposição. Se a Justiça considerar a gestão temerária, os bens do presidente do Vasco são bloqueados.

— A inadimplência, a falta de pagamento para os credores, é uma gestão temerária e automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial. Com isso, meus bens são bloqueados.

Veja outros trechos da entrevista

Empréstimo e venda para Marcos Lamacchia

— Então, o que eu peço à juíza é que ela olhe tudo o que foi organizado pela instituição desde o dia em que eu entrei. Desde o dia em que eu entrei até hoje. Um dos princípios da recuperação judicial é você pagar os credores. Então, eu peço que ela olhe com carinho para essa situação. Primeiro, para liberar o que a gente precisa que seja liberado, porque o dinheiro, os R$ 150 milhões, não é só para contratação. É para pagar funcionário, é para pagar os credores, é para pagar os fornecedores e, consequentemente, também fazer as contratações.

— Isso estava dentro do plano da recuperação judicial. Ninguém inventou isso, que fique muito claro. E, se é para a gente acabar com isso, que ela consiga abrir o mais rápido possível o processo de competitividade para a gente fazer a venda. Vai ter a oportunidade de outros investidores chegarem com uma proposta maior, tendo como base a proposta do Marcos. E, se alguém aumentar a proposta, o Marcos tem o direito de empatar. E, chegando e fazendo todo esse processo, acontece a venda. Acabou a questão do empréstimo.

🗞️ Leia mais notícias do Vasco

🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧

Leia no Itatiba1 →