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Correntes instaladas após assalto a banco bloqueiam rua há 13 anos no Piauí

Correntes em Miguel Alves

G1 — Brasil · 2026-08-19T18:53:18.000Z

Correntes em Miguel Alves

Uma mulher ficou ferida após sofrer um acidente de motocicleta na manhã desta quarta-feira (19), em Miguel Alves, no Norte do Piauí. O acidente aconteceu em uma das vias onde correntes são instaladas para impedir a passagem de veículos.

As estruturas estão no município há mais de uma década, desde 2013, e são alvo de reclamações de moradores, que afirmam que elas dificultam a circulação e contribuíram para o aumento do número de acidentes na região.

Procurada pelo g1, a Prefeitura de Miguel Alves informou que não irá se pronunciar sobre o caso.

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As correntes foram instaladas na região central do município como uma medida de segurança após um assalto a uma agência bancária em 2013. A principal via bloqueada dá acesso a uma região onde ficam o Banco do Brasil, o mercado público municipal e estabelecimentos comerciais.

A proposta era dificultar a aproximação e a circulação de veículos na área das agências bancárias e, consequentemente, reduzir os riscos de novos ataques.

Com a interdição, motoristas que chegam a Miguel Alves precisam utilizar acessos alternativos para chegar ao centro.

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Moradores reclamam de dificuldades no trânsito

Assis Dutra, morador de Miguel Alves desde a implantação das correntes, afirma que as estruturas provocam dificuldades principalmente para quem precisa acessar a região central.

“Elas provocam um tumulto generalizado desde que foram colocadas. Inclusive, o banco já foi roubado depois da implantação das correntes”, afirmou.

Segundo ele, quem chega ao município vindo de Teresina ou de outras regiões e precisa acessar o centro comercial, o mercado público ou o Banco do Brasil enfrenta dificuldades por causa do bloqueio.

“Quem chega em Miguel Alves, vindo de Teresina ou de outras regiões, para chegar ao centro comercial, ao mercado público municipal e ao Banco do Brasil, que ficam todos na mesma avenida, é um sufoco”, relatou.

Audiência discutiu retirada das correntes

A possibilidade de retirar as estruturas chegou a ser discutida em uma audiência pública realizada em março de 2025 pela Câmara Municipal de Miguel Alves.

O encontro teve como pauta a reabertura da Avenida José de Deus Lacerda e contou com a participação de representantes ligados à segurança e ao trânsito, entre eles a então diretora-geral do Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI), Luana Barradas.

Em entrevista ao g1, o presidente da Câmara Municipal de Miguel Alves, vereador José Pereira, afirmou que a audiência decidiu pela retirada condicionada à adoção de medidas consideradas necessárias para garantir a segurança da região.

“Ficou decidido que as correntes seriam retiradas quando houvesse segurança no local, organização do trânsito e videomonitoramento da cidade”, afirmou Zé Pereira.

De acordo com o vereador, também foi criada uma comissão para buscar uma reunião com o secretário estadual de Segurança Pública. Segundo ele, a comissão ainda não conseguiu ser recebida.

“Foi criada uma comissão para falar com o secretário estadual de Segurança e essa comissão até hoje não foi recebida. Foram enviados ofícios e e-mails sem respostas”, disse.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

Detran propôs estudo para readequar trecho

O Detran-PI informou que durante a audiência se colocou à disposição para analisar a situação da avenida e buscar uma alternativa para o trânsito no local.

A proposta apresentada pelo órgão estadual envolvia a realização de um estudo técnico e a elaboração de um projeto de engenharia para sinalização e readequação do trecho.

A intenção era encontrar uma solução que permitisse melhorar a circulação sem comprometer a segurança da área.

Para Zé Pereira, a permanência das estruturas está relacionada à falta de uma solução para o problema de segurança pública.

“Precisamos melhorar a nossa segurança pública, que é de responsabilidade do Estado”, afirmou.

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