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'Enquanto há vida, há esperança': mulher que descobriu bebê vivo após curetagem luta para manter gravidez

Grávida descobre que bebê está vivo 1 mês após médico falar de aborto

G1 — Campinas e Região · 2026-08-19T19:53:09.000Z

Grávida descobre que bebê está vivo 1 mês após médico falar de aborto

"Tô vivendo uma situação muito difícil e eu não quero tirar a vida do meu bebê. Enquanto há vida, há esperança, eu vou ter essa gestação até quando Deus permitir viver."

É assim que uma moradora de Sumaré (SP) resume o drama que enfrenta após descobrir que continuava grávida um mês depois de receber um diagnóstico de aborto espontâneo e ser submetida a uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré (HES).

A paciente afirma que o procedimento teria perfurado a bolsa, deixando o feto sem líquido amniótico e colocando a vida de ambos em risco. Ela afirma que recusou a interrupção da gestação.

Em nota, o HES lamentou o ocorrido e informou que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento da paciente. Leia o posicionamento na íntegra abaixo.

A continuidade da gravidez foi descoberta em meados de agosto, quando a mulher precisou fazer um teste de gravidez antes de tomar um anticoncepcional injetável.

O exame de sangue deu positivo. Em seguida, uma ultrassonografia de urgência identificou batimentos cardíacos fetais de 157 por minuto e peso estimado de 170 gramas, mas apontou ausência total de líquido amniótico.

"Você pensar que perdeu um bebê e saber que o bebê ainda está dentro de você. [...] Isso não tem explicação", desabafou a denunciante, que preferiu não ser identificada.

Grávida passa por curetagem por engano e descobre feto vivo sem líquido amniótico em Sumaré

Diagnóstico sem ultrassom

Segundo a paciente, a gestação transcorria sem intercorrências até julho. O atendimento que terminou no diagnóstico equivocado ocorreu da seguinte forma:

Em junho, um exame no Hospital Municipal de Paulínia (SP) apontou gestação normal, com embrião de seis semanas e cinco dias;

Em 12 de julho, ela acordou com sangramento, sem dor, e procurou o Hospital Estadual de Sumaré;

Uma médica fez apenas o exame físico de toque e atestou o aborto espontâneo;

No mesmo dia, a paciente foi submetida à curetagem (procedimento para retirada de material do interior do útero).

Após descobrir que o feto continuava em desenvolvimento, a paciente relata que profissionais da equipe médica do Hospital Estadual de Sumaré disseram, segundo ela, que a curetagem pode ter provocado a perda do líquido amniótico.

"Me falaram, me pediu perdão, mas eu acho que perdão e desculpa não vai mudar o cenário que eu estou vivendo hoje. [...] Foi sugerido pra mim de eu poder interromper a gestação por falta desse líquido", diz.

Gestante passa por curetagem com bebê vivo no Hospital Estadual de Sumaré

O que diz o hospital

"O Hospital Estadual de Sumaré (HES) lamenta o ocorrido e informa que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento prestado à paciente. Se constatadas irregularidades, medidas cabíveis serão adotadas.

O HES reforça que acolheu a paciente e seus familiares, prestando todo o apoio e os esclarecimentos necessários.

O HES reafirma seu compromisso com a oferta de assistência qualificada, humanizada e segura à população".

Hospital Estadual de Sumaré

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