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Rio Verde também é destaque em turismo por suas belas cachoeiras
G1 — Brasil · 2026-08-19T19:57:29.000Z
Rio Verde também é destaque em turismo por suas belas cachoeiras
Em meio ao Cerrado, Rio Verde, no sudoeste de Goiás, guarda um cenário que vai muito além do agronegócio e da movimentação urbana. O município e seus distritos têm uma grande quantidade de cachoeiras, paredões de pedra, trilhas e áreas de mata que atraem moradores e turistas em busca de contato com a natureza.
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A região é especialmente rica em recursos hídricos. De acordo com informações apresentadas pela Secretaria de Turismo, o sudoeste goiano possui centenas de nascentes, o que contribui para a formação de diversas quedas d’água.
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Uma das regiões mais conhecidas é a de Ouroana, distrito de Rio Verde. Por lá, o visitante encontra diferentes quedas d’água e paisagens que também são utilizadas para atividades de aventura, como rapel e acampamento.
Cachoeira da Pitanga ou Três Quedas
A Cachoeira da Pitanga, conhecida popularmente como Cachoeira Três Quedas, é formada por três quedas d’água consecutivas. Segundo o guia de turismo Kallebi Nogueira, a maior queda ultrapassa os 40 metros de altura.
O local é procurado para banho e acampamento e recebe atividades de turismo de aventura, como rapel.
“Ela é bastante visitada, procurada por quem quer participar desse esporte”, contou Kallebi.
A cachoeira fica a aproximadamente 110 km de Rio Verde, passando pelo distrito de Ouroana. O trajeto inclui cerca de 30 km de estrada de terra, segundo o guia.
Cachoeira Pitanga, procurada por turistas interessados em aventuras
Arquivo pessoal/Kallebi Nogueira
Cachoeira do Rio Preto
Outra opção é a Cachoeira do Rio Preto. O espaço oferece hospedagem e alimentação e permite que visitantes façam a trilha até a cachoeira. Segundo Tassiany Costa Oliveira, superintendente de Planejamento e Projetos Turísticos da Secretaria de Turismo de Rio Verde, o acesso à trilha pode ser feito de forma autoguiada para quem vai apenas conhecer o local.
A cachoeira também recebe atividades de aventura. Nesses casos, o proprietário da área estabelece parceria com empresas especializadas para a realização dos eventos.
Um exemplo é o rapel, que reúne grupos de visitantes interessados em conhecer a queda de uma maneira diferente.
Em comentários nas redes sociais da cachoeira, internautas falam sobre sua beleza. "Lugar maravilhoso", disse uma visitante.
"Amei conhecer, muita gratidão!", disse outra turista.
Cachoeira da Laje
Mais próxima da área urbana, a Cachoeira da Laje fica a aproximadamente 13 km do centro de Rio Verde.
Com uma queda de cerca de 6 metros, ela é uma alternativa para quem quer passar pouco tempo na estrada e aproveitar um ambiente natural.
O local também conta com um restaurante e possui acesso para visitantes nos fins de semana, conforme explicou Tassiany.
A estrutura faz com que a cachoeira seja uma das opções mais acessíveis para quem está na cidade e quer incluir um passeio de natureza no roteiro.
Ponte de Pedra
Outro ponto citado pela Secretaria de Turismo é a região das Pontes de Pedra 1 e 2, na divisa entre Rio Verde e Paraúna.
As formações fazem parte dos atrativos naturais que vêm sendo trabalhados pelo município dentro da expansão do turismo de natureza.
Além das cachoeiras, o cenário reúne formações rochosas e áreas de contemplação, ampliando as possibilidades de passeio para quem procura paisagens naturais no sudoeste goiano.
Cachoeira do Rio São Tomás
Cachoeiras São Tomáz, localizada em Rio Verde e muito procurada por turistas em busca de contato com a natureza
Uma das opções para quem busca um passeio mais tranquilo é o complexo de cachoeiras do Rio São Tomás, localizada a 25 km do centro de Rio Verde. O local reúne três quedas, de aproximadamente 15 metros de altura, e pode ser acessado por uma trilha considerada curta e tranquila.
A área permite ao visitante caminhar em meio à natureza e aproveitar as águas para se refrescar, especialmente nos períodos de calor, no valor de R$ 25 por pessoa, funcionando aos sábados, domingos e feriados.
Nas redes sociais, turistas que já visitaram a cachoeira falam sobre o local e suas experiências.
"Sabe aquele lugar que você chega e não quer ir embora? É maravilhoso!", comenta uma visitante
Cabeleira e outras quedas
A Cachoeira da Cabeleira é conhecida por possuir uma queda de mais de 70 metros, cercada por um paredão de rocha e vegetação densa. O local tem um mirante com vista para a paisagem e conta com a estrutura da Pousada do Rio Preto, onde o visitante pode se hospedar ou passar o dia mediante pagamento. O passeio custa R$ 30 para quem opta por passar o dia e utilizar a área de lazer.
Turismo de aventura
Além dos banhos e das trilhas, as cachoeiras de Rio Verde também vêm sendo utilizadas para atividades que envolvem aventura.
O rapel é uma das modalidades mais procuradas. Na região de Ouroana, por exemplo, descidas são realizadas em áreas autorizadas e podem reunir dezenas de participantes.
Para Kallebi Nogueira, a presença de profissionais que conhecem a região é importante principalmente por causa das características das trilhas e dos acessos.
Segundo ele, contratar alguém que conheça o local ajuda a reduzir riscos e contribui para uma experiência melhor durante o passeio.
“É importante levar alguém que já conhece a região e também para explorar todos os locais, por motivos de segurança mesmo, já que são locais que necessitam de ajuda profissional”, explicou ele.
A orientação é especialmente relevante porque algumas trilhas não são sinalizadas ou possuem trechos cujo acesso exige conhecimento da região.
Turismo de natureza ganha espaço
Embora Rio Verde tenha como principal vocação turística o segmento de negócios, a Secretaria de Turismo afirma que o município vem ampliando as opções oferecidas aos visitantes.
O turismo de natureza é uma dessas novas frentes, ao lado de outras modalidades que vêm sendo estruturadas pela administração municipal.
Para Tassiany, as cachoeiras são parte desse processo de diversificação.
“Aqui é uma região muito rica nesse sentido”, afirmou.
O objetivo é transformar os atrativos naturais em experiências turísticas organizadas, conciliando a visitação com segurança e preservação.
Enquanto isso, moradores e visitantes continuam descobrindo que, além da força do agronegócio, Rio Verde também tem rios, matas, paredões e cachoeiras capazes de surpreender quem se aventura pelo interior do estado.
*Michely Loures é integrante do programa de estágio entre TV Anhanguera e Universidade Federal de Goiás (UFG), sob orientação de Gilmara Roberto.
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