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Falsa médica é condenada a pagar R$ 15 mil por usar nome e CRM de ginecologista para atender pacientes em Goiânia

Falsa médica é condenada pela Justiça

G1 — Brasil · 2026-08-19T19:47:54.000Z

Falsa médica é condenada pela Justiça

Renata Costa Ribeiro foi condenada a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais por se passar por médica e, para isso, usar o nome e o CRM de uma ginecologista para atender pacientes em Goiânia. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), o julgamento aconteceu a terça-feira (18). Além do valor em dinheiro, Renata precisa fazer uma retratação pública em todas as redes sociais onde divulgou seu trabalho se passando por médica. A falsa médica foi presa em 2023.

O g1 entrou em contato com a defesa de Renata Costa Ribeiro, mas até a última atualização deste texto não tivemos retorno.

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De acordo com a sentença do juiz Danilo Farias Batista Cordeiro, Renata Costa deverá pagar à verdadeira médica, cujo nome e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) ela usou, a quantia de R$ 15 mil por danos morais, com acréscimo da correção monetária.

Ainda segundo a sentença, Renata precisa publicar, no prazo de 15 dias, uma retratação pública em todas as suas redes sociais em que divulgou sua atuação como médica. Essa publicação deverá permanecer visível por no mínimo 30 (trinta) dias. Em caso de descumprimento, ela poderá pagar multa de R$ 200 por dia.

Renata Costa Ribeiro está presa e é investigada por fazer procedimentos estéticos sem ter registro profissional, em Goiânia, Goiás

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Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil (PC), Renata Costa Ribeiro foi presa em outubro de 2023 por suspeita de realizar procedimentos estéticos sem ter a formação necessária. Segundo a polícia, Renata Costa usava o registro profissional de uma ginecologista e fazia atendimentos em uma clínica no Setor Bela Vista, em Goiânia.

O crime foi descoberto depois que uma médica procurou a delegacia para denunciar que o registro profissional dela estava sendo usado de forma indevida por outra mulher. Os policiais foram até o local indicado pela vítima e encontraram Renata conversando com uma paciente.

Entre os procedimentos que eram anunciados por Renata nas redes sociais à época estão: aplicação de botox, rinomodelação, harmonização corporal e até tratamento de flacidez pós-parto.

A polícia disse na época que, em uma conversa informal, Renata admitiu que usava o registro profissional de uma médica verdadeira de forma indevida. Segundo o delegado, ela chegou a argumentar que tinha conhecimento e sabia o que estava fazendo, apesar de não ter nenhuma formação na área.

“Ela diz que cursou medicina no Paraguai, mas não concluiu, e diz que está estudando biomedicina. Mas não apresentou, até o momento, nenhuma comprovação disso”, afirmou o delegado.

Renata Costa Ribeiro é investigada por fazer procedimentos estéticos sem ter registro profissional, em Goiânia, Goiás

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