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Paraibana de Pedras de Fogo está desaparecida há mais de um mês na Espanha
G1 — Brasil · 2026-08-19T20:56:44.000Z
Paraibana de Pedras de Fogo está desaparecida há mais de um mês na Espanha
Uma brasileira que mora em Barcelona, na Espanha, decidiu ajudar nas buscas pela paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, após tomar conhecimento do desaparecimento em um grupo de aplicativo por mensagens. Viviane informou ao g1 que procurou a família, foi até uma delegacia e registrou a ocorrência na polícia espanhola. Segundo ela, não havia, até então, registro do caso no sistema das autoridades locais.
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Mônica está desaparecida há mais de 40 dias. De acordo com familiares, o último contato dela com a família aconteceu em 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo. A família vive na Paraíba e, desde então, tenta descobrir onde Mônica está.
Viviane contou ao g1 que soube do caso em um grupo formado por brasileiros que trabalharam juntos em uma empresa. Uma pessoa compartilhou uma foto de Mônica, acompanhada de informações como idade e altura.
“Eu vi que no grupo ninguém se mobilizou para ajudar, para procurar saber um pouco mais a respeito. Aí eu entrei em contato com a pessoa que passou a informação no grupo, mas ele não sabia nada, só estava repassando”, contou.
Na publicação havia um telefone brasileiro, que pertencia à irmã de Mônica, Cristina Silva. Viviane entrou em contato com ela e descobriu que a família havia feito a denúncia no Brasil. Foi então que decidiu procurar a polícia espanhola.
“Eu pensei: se eu desapareço, não entrou aqui em Barcelona. E a ocorrência foi feita no Brasil, isso não ajuda a encontrar ela. Ou seja, a polícia daqui não está investigando o caso”, relatou.
Ocorrência foi registrada em Barcelona
Paraibana está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Depois de conversar com Cristina, Viviane orientou a família sobre a necessidade de comunicar o desaparecimento às autoridades espanholas. Como não havia ninguém da família em Barcelona para fazer o procedimento, ela decidiu ir pessoalmente até uma delegacia.
“Eu falei: 'Cristina, o que tem que ser feito é que alguém tem que ir na polícia aqui em Barcelona e abrir o boletim de ocorrência para a polícia começar a investigar'”, disse.
Viviane ficou cerca de três horas na delegacia, aguardando atendimento. Segundo ela, durante o procedimento, os policiais verificaram o sistema e informaram que não havia registro relacionado ao desaparecimento de Mônica. “Realmente não tinha. A polícia não tinha conhecimento nenhum”, afirmou.
Ela entregou aos policiais o contato de Cristina e as informações que tinha sobre Mônica. Viviane também se colocou à disposição para ajudar com traduções ou acompanhar a família em eventuais procedimentos.
Mônica foi abordada por policiais em 29 de julho
Mônica Maria da Silva está desaparecida em Barcelona desde o dia 4 de julho.
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Durante o atendimento, Viviane recebeu outra informação que pode ajudar a estabelecer os últimos dias em que Mônica foi vista. Segundo ela, Mônica foi abordada por policiais no dia 29 de julho, na estação de trem de Sants, em Barcelona.
A abordagem teria ocorrido durante uma ação de identificação em locais de grande circulação. Os policiais solicitaram os documentos da paraibana, mas, segundo Viviane, não encontraram nenhuma irregularidade.
“Ela foi abordada no dia 29, ou seja, no dia 29 ela estava viva, estava na estação de Sants, em Barcelona”, afirmou.
Viviane disse ainda que não foi informada sobre o motivo da abordagem. Segundo ela, os policiais informaram que não havia, no sistema policial, nenhum registro de irregularidade relacionada à identificação. Até o momento, não há informações sobre onde Mônica está.
Governo da Paraíba acionou Itamaraty
Cristina, irmã de Mônica, informou que foi procurada pela Secretaria Executiva da Representação Institucional do Governo da Paraíba em Brasília.
Segundo a mensagem recebida pela irmã, o governo informou que solicitou oficialmente ao Itamaraty informações sobre o caso e que busca, por meio da representação diplomática brasileira na Espanha, obter esclarecimentos sobre o desaparecimento.
O governo estadual também informou que está em contato com o secretário de Segurança Pública da Paraíba, que deverá buscar, por meio da Polícia Federal, reforçar a articulação para conseguir informações que possam ajudar nas buscas.
O Itamaraty informou ao g1 que tem conhecimento do caso e está prestando assistência consular à família.
Desaparecimento e relatos de possíveis agressões
Paraibana pediu para que cliente guardasse as provas das agressões sofridas
Arquivo Pessoal/Cristina Silva
Mônica tem 36 anos, é cabeleireira e tem uma filha de seis anos, que mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, com a irmã dela, Cristina.
De acordo com Cristina, o último contato com Mônica aconteceu no dia 4 de julho, por chamada de vídeo. Após alguns dias sem notícias, a família passou a procurar amigas da paraibana que vivem na Espanha.
Segundo a irmã de Mônica, ela teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil, acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha.
A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica mora, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet.
Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela.
De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio.
Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem.
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