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Caiado evita declarar posição sobre fim da escala 6x1, mas diz que PEC no Congresso é 'medida eleitoreira'

O candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), se esquivou, nesta quarta-feira (19) de um posicionamento sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe acabar com a escala 6x1 dos trabalhadores e afirmou que a medida é "eleitoreira".

G1 — Política · 2026-08-19T20:57:12.000Z

O candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), se esquivou, nesta quarta-feira (19) de um posicionamento sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe acabar com a escala 6x1 dos trabalhadores e afirmou que a medida é "eleitoreira".

"Não é só essa, são todas as outras medidas que você vê que tem um objetivo simplesmente populista, eleitoreira, de voto. [...] Eu não posso Influenciar uma matéria da qual já está com viés eleitoreiro. Olha o viés dela, eleitoreiro", afirmou Caiado.

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A fala foi feita aos jornalistas após o 11º Fórum CNT de Debates, organizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em que o candidato participou.

Após a resposta, Caiado novamente foi questionado pelos jornalistas sobre o seu posicionamento a respeito da proposta e se resumiu a dizer que "não vota", logo não precisaria esboçar opinião.

"Essa é uma pauta que não é minha. Ela não é minha. A pauta não é do candidato a presidente. Ela será minha no momento em que eu assumir o poder", concluiu.

Candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD)

Tramitação da PEC

Na semana passada, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que vai liberar a tramitação da proposta na casa. O texto chegou em maio e ainda não tinha sido enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para apreciação.

🔎 Enviar uma PEC ou projeto de lei para as comissões significa que a proposta começará a ser analisada formalmente pelo Senado. É uma etapa inicial da tramitação, antes da votação.

Em nota, Alcolumbre afirmou que teve "uma importante conversa institucional com o presidente Lula" na última quarta-feira (12).

"Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do Governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país".

E que "na função de presidente do Congresso Nacional", tem a responsabilidade de assegurar que as matérias submetidas ao Parlamento tenham o devido encaminhamento, em respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador.

"São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários", prosseguiu.

Porém, a avaliação no Senado é que esses temas devem ficar para depois das eleições.

Em meio ao período eleitoral, o Congresso terá só mais uma semana de esforço concentrado no início do mês de setembro.

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