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Chacina em Manaus: suspeito revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa
G1 — Brasil · 2026-08-19T21:41:51.000Z
Chacina em Manaus: suspeito revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa
Ezenilson Silva de Sousa, preso suspeito de matar três pessoas e ferir uma mulher durante uma chacina em Manaus, foi levado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ao local do crime. Durante o procedimento, ele mostrou aos investigadores, em detalhes, como entrou na residência, onde ocorreram os ataques e a sequência em que as vítimas foram atingidas. Assista acima.
A chacina aconteceu na manhã de segunda-feira (17), no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus. Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65, morreram. Uma quarta vítima, identificada apenas como Dilma, ficou ferida.
Ainda na segunda-feira, Ezenilson foi acompanhado por equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) até o local. Ele repetiu aos policiais a versão apresentada durante o interrogatório e indicou os pontos da casa onde os ataques aconteceram.
Como começou o ataque
Em um dos momentos registrados durante a reconstituição, Ezenilson contou que foi até a casa para cobrar o dinheiro que o pastor e ex-sogro, Francisco, teria prometido entregar a ele.
Segundo o suspeito, ele pediu que Francisco não gritasse e afirmou que não faria nada contra ele. Na sequência, de acordo com o relato, o pastor teria se recusado a entregar o dinheiro e os dois começaram a discutir.
“[Perguntei] 'cadê o dinheiro que você disse que ia me dar?' Aí eu falei pra ele não gritar que eu não ia fazer nada. Aí ele falou 'dinheiro porra nenhuma, tu tem mais é que…’”
Na sequência, o suspeito afirmou que Francisco partiu para cima dele e começou a gritar. Segundo a investigação, Francisco foi a primeira vítima atacada.
Guilherme entrou em luta corporal
Após o ataque a Francisco, Guilherme Pereira Lima Filho chegou ao local.
Durante a reconstituição, um policial perguntou ao suspeito se Francisco já estava desacordado quando Guilherme apareceu. Ezenilson confirmou.
Policial: “O Francisco já estava desacordado?”
Policial: “Aí o Guilherme chegou. Aí nova luta.”
Segundo a investigação, Guilherme, que era professor universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ouviu a movimentação e foi verificar o que estava acontecendo. Ele entrou em luta corporal com o suspeito e também acabou morto.
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Filha de Francisco também foi atacada
Durante a reconstituição, Ezenilson mostrou o momento em que Isabella, filha de Francisco, apareceu no local.
Segundo o suspeito, ele virou-se e atingiu a jovem. Questionado pelos policiais, afirmou que ela carregava algum objeto nas mãos, mas disse não saber exatamente o que era.
“Quando eu virei daqui… Eu virei já acertando ela.” Ao ser perguntado sobre quantos golpes teria desferido contra Isabella, Ezenilson respondeu: “Dei uns três na hora.”
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Patrick Marques/g1 AM
Vizinha foi golpeada
A quarta vítima, identificada apenas como Dilma, também foi atingida durante a ação. Ela morava no térreo do imóvel.
Na reconstituição, Ezenilson indicou o ponto onde a mulher teria sido golpeada e onde ela caiu.
Policial: “Foi aqui, né?”
Suspeito: “Aqui ela caiu.”
O policial então lembrou que, quando o socorro chegou, a mulher ainda estava se arrastando pelo local.
Dilma foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus.
Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, vítima de chacina em Manaus.
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Guilherme Pereira Lima Filho foi um dos três mortos em ataque no Amazonas.
Suspeito mostrou luva usada no crime
Em outro momento, Ezenilson apontou uma luva e afirmou que aquele era o equipamento utilizado por ele durante a ação.
Policial: “Essa luva aqui?”
Policial: “Foi essa que tu usou?”
Suspeito: “Ela que eu usei.”
Segundo a investigação, Ezenilson chegou à residência por volta das 5h30 e deixou o imóvel aproximadamente às 7h. Câmeras de segurança registraram a chegada dele de motocicleta. O suspeito teria pulado o muro para entrar na casa.
Após analisar as imagens e identificar semelhanças entre o homem registrado pelas câmeras e Ezenilson, a polícia também verificou a motocicleta utilizada no crime. Ele foi localizado, preso e, segundo a DEHS, confessou os assassinatos.
A principal linha de investigação aponta que o suspeito foi até a residência em busca de R$ 19 mil para pagar uma dívida com agiotas. Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, Ezenilson alegou ter agido em legítima defesa, mas a versão não convenceu os investigadores.
A polícia afirma que o suspeito utilizou um martelo nos ataques. Após o crime, ele disse ter jogado o objeto em um igarapé próximo ao local.
A ida ao local do crime também serviu para que os investigadores conferissem a versão apresentada pelo suspeito com as características e os vestígios encontrados na residência.
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