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Maior exportador de carne bovina do Brasil aumenta as vendas em 39% e alcança 88 países

Carne bovina de MT

G1 — Brasil · 2026-08-19T21:31:07.000Z

Carne bovina de MT

As exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 38,76% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume passou de 368,81 mil para 511,75 mil toneladas por equivalente carcaça (TEC), segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/ComexStat).

A receita também aumentou no período, passando de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões. Já o valor médio da tonelada subiu de US$ 5,18 mil para US$ 6,11 mil. O número de países de destino também cresceu: de 77 no primeiro semestre de 2025 para 88 neste ano.

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Mato Grosso também lidera isoladamente as exportações brasileiras de carne bovina. Entre janeiro e julho de 2026, o estado acumulou US$ 2,8 bilhões em vendas externas, segundo dados da Secex. São Paulo aparece em segundo lugar, com US$ 1,81 bilhão, seguido por Goiás, com US$ 1,32 bilhão, e Mato Grosso do Sul, com US$ 1,32 bilhão.

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Para Valdecir Júnior, analista de Gestão da Informação do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), os números refletem mudanças tanto no mercado internacional quanto na capacidade de oferta do estado.

“O aumento expressivo das exportações no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 foi motivado por uma combinação de fatores, entre demanda externa aquecida, restrição de oferta nos EUA, valorização da tonelada em dólares e capacidade de oferta volumosa de Mato Grosso”, explicou.

Apesar do aumento no número de mercados, a China continua sendo o principal destino da carne bovina de Mato Grosso. O país respondeu por 55,2% do volume exportado no primeiro semestre de 2026.

Top 5: países importadores da carne bovina brasileira em TEC

Estados Unidos (8,01%);

A China recebeu 282,4 mil toneladas de carne bovina mato-grossense no período. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 41 mil toneladas, seguidos pelo Chile, com 31 mil toneladas.

Outros países entre os principais destinos foram Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.

A ampliação do número de mercados ajuda a reduzir a dependência de um único comprador, embora a China continue sendo responsável por mais da metade do volume exportado, de acordo com o analista do IMAC.

A carne bovina produzida em Mato Grosso teve cargas destinadas a 88 países no primeiro semestre de 2026, contra 77 no mesmo período de 2025.

O número representa os destinos registrados para as cargas que deixaram o Brasil, conforme a metodologia do ComexStat. Portanto, não significa necessariamente que todos os produtos já chegaram aos países no momento da consulta, já que o transporte internacional pode levar dias ou semanas.

A diversificação dos mercados é estratégica para a cadeia produtiva e pode diminuir a exposição do setor às oscilações de determinados mercados, segundo Valdecir.

Apesar do avanço das exportações, o setor ainda enfrenta desafios para manter e ampliar a presença da carne mato-grossense no mercado internacional. Mato Grosso precisa avançar não apenas na produção em escala, mas também em rastreabilidade, atendimento às exigências dos mercados compradores e logística, avalia o analista.

A manutenção da liderança do estado nas exportações dependerá da capacidade de produtores, indústria e governo de enfrentar esses desafios e, ao mesmo tempo, reduzir a vulnerabilidade provocada pela concentração das vendas para a China.

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