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Zema propõe lista tríplice e idade mínima de 60 anos para o STF: 'é para quem teve carreira intocável'

Romeu Zema (Novo) fala durante o primeiro ato de sua campanha à Presidência, neste domingo (16), em Montes Claros (MG).

G1 — Política · 2026-08-19T22:31:36.000Z

Romeu Zema (Novo) fala durante o primeiro ato de sua campanha à Presidência, neste domingo (16), em Montes Claros (MG).

Candidato à Presidência do NOVO, Romeu Zema propõe mudar para 60 anos a idade mínima dos indicados para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, a idade mínima é de 35 anos e a máxima, 70 anos.

"Eu quero idade mínima de 60 anos. O STF é para quem teve uma carreira intocável no setor jurídico ou então no setor acadêmico", afirmou o candidato em entrevista ao SBT News na noite desta quarta-feira (19).

Segundo Zema, a Suprema Corte "não pode ter decisões monocráticas" e ele sugere criar uma lista com três nomes, a chamada lista tríplice, para definir os indicados para o STF -- formato similar ao da indicação do Procurador-Geral da República (PGR), também feita pelo presidente.

"Eu quero que o presidente tenha uma lista tríplice como governador. Eu nomeei desembargadores através de lista tríplice; hoje já existe, todo desembargador é nomeado via lista tríplice e chegam bons nomes", disse.

Novo regime de trabalho paralelo à CLT

O ex-governador de Minas Gerais defendeu criar uma nova forma de emprego, paralela à CLT, que flexibilize as regras e possibilite aos trabalhadores realizarem atividades temporárias dentro das leis trabalhistas.

"O que quero é acabar com a informalidade no Brasil, dar condição para quem não trabalha formalmente trabalhar", afirmou, sem detalhar quais flexibilizações seriam feitas, mas assegurou a manutenção da CLT.

"Eu não quero acabar com a CLT. Deixa a CLT e põe essa outra opção. Aqui, até na hora de casar, tem opção de regime total de bens, parcial de bens. Agora, na hora de trabalhar, burocratas de Brasília falam: 'é só a CLT', que já está para completar quase 100 anos", criticou.

Zema afirmou que pretende mudar a Constituição para que os estados possam definir penas próprias, que sejam adicionais a crimes federais. "Da diversidade, você extrai as melhores práticas", defendeu.

Questionado sobre a tentativa de golpe de Estado do 8 de Janeiro, Zema afirmou que daria indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF, e diz que não houve tentativa de golpe. "Não teve tiro, não teve derramamento de sangue."

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