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Eleitora de cabelos brancos em frente à urna eletrônica, em imagem de arquivo
G1 — Brasil · 2026-08-20T05:00:16.000Z
Eleitora de cabelos brancos em frente à urna eletrônica, em imagem de arquivo
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que caiu, no Distrito Federal, o número de jovens de 16 e 17 anos que tiraram título de eleitor, voluntariamente, para participar das eleições.
Em 2026, 19.194 eleitores dessa idade emitiram o documento e estão aptos a votar. Em 2022, eram 31.307. A queda foi de 38,7%.
São 12.113 adolescentes a menos em um período de quatro anos. Nessa faixa etária, o voto é facultativo – e mesmo quem tirou o título não precisa justificar ausência.
🔎 Em razão das eleições, o cadastro de novos eleitores foi fechado em 6 de maio, 150 dias antes do primeiro turno.
🔎 Novos pedidos de título ou de transferência só podem ser protocolados a partir de 4 de novembro.
Em contrapartida, o interesse pelas eleições aumentou entre os cidadãos do DF com mais de 70 anos, para quem o voto também é facultativo.
Segundo o Cadastro Eleitoral, o número de pessoas nessa faixa etária com título regularizado subiu 31,8% –de 154.327 eleitores em 2022 para 203.409 em 2026.
Gráfico representa a mudança da quantidade de pessoas aptas a votar no DF por faixa etária
Lara Bernardino / g1
Esses dois grupos têm o direito, mas não a obrigação de votar. Caso optem por não votar, não precisam justificar ausência e nem pagar multa.
O estudante do ensino médio Vítor Lima conta que não tirar o título de eleitor foi uma escolha motivada por não ver candidatos “com propostas de sinceras melhorias” para representá-lo.
“Me sinto desincentivado a votar principalmente pelas brigas políticas e pela falta de boas propostas”, compartilhou o jovem brasiliense.
Procura de jovens de 16 anos pelo voto no DF está baixa
Já o avô de Vítor, Manoel Gomes, chegou aos 85 anos e faz questão de votar. Para ele, essa é "uma oportunidade singular" e um momento de "obter os seus direitos de educação, saúde, segurança, trabalho e até de reduzir os impostos".
Gomes afirma que se considera totalmente apto a escolher seus representantes na votação de outubro. "Eu estou completamente lúcido ainda para dar a minha opinião".
Como interpretar os dados?
Segundo o cientista político Emerson Cervi, o número de jovens que tiraram o título de eleitor para exercer o voto facultativo em 2026 segue a média histórica registrada pelo país.
Ele aponta que, em 2022, campanhas de alistamento eleitoral e a polarização política podem ter contribuído para um pico de adesão dos adolescentes de 16 e 17 anos. "O ponto fora da curva deve ser 2022, e não 2026", pondera.
Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta-feira
Já em relação ao grupo com mais de 70 anos, Emerson Cervi acredita que o interesse dessa população pelo cenário político pode ter aumentado – e com isso, a intenção de participar do pleito.
"São os temas que interessam [aos eleitores]. Isso depende de cada eleição", opinou ele.
Cervi pontua que o crescimento demográfico dessa faixa etária – ou seja, o aumento do número de cidadãos com mais de 70 anos, desde a última eleição – não se deu no mesmo ritmo. Ou seja: o que cresceu foi mesmo o interesse, e não apenas o universo de votantes.
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