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Análise: presa fácil, Cruzeiro tem pouco tempo para entender atuação por trás de placar mentiroso

Veja os principais lances de Flamengo 2 x 1 Cruzeiro

ge — Futebol · 2026-08-20T07:00:10.000Z

Veja os principais lances de Flamengo 2 x 1 Cruzeiro

O Cruzeiro sucumbiu ao Flamengo e não mereceu, em nenhum momento, passar de fase na Libertadores. O placar de 2 a 1 mascarou a discrepância entre as atuações no Maracanã, e o desafio passa a ser a velocidade de recuperação para olhar adiante.

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O empate no Mineirão deixou o favoritismo do Flamengo um pouco maior do que era pela análise fria dos elencos no momento do sorteio. O Cruzeiro precisaria fazer um jogo perfeito no Maracanã, com erro perto de zero e competitividade a mil, se quisesse avançar. Mas o cenário foi oposto.

Artur Jorge não inventou na escalação. A surpresa ficou por conta de William na vaga de Fagner, reconhecidamente um marcador melhor do que o companheiro de posição. Os gols do Flamengo passaram por ali, mas seria injusto personificar a eliminação no lateral escolhido pelo português.

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O Cruzeiro foi mero espectador do jogo nos 45 minutos iniciais e viu um espetáculo acontecendo na frente dos próprios olhos. Um tanto quanto pela qualidade do adversário, mas muito pela própria permissividade.

O Flamengo fez o que quis com o jogo desde o primeiro minuto. Jogou pelos lados, mas também teve tapete vermelho estendido pelo meio. Finalizou de fora, infiltrou na área, incomodou por cima e por baixo. O Cruzeiro não achava a bola.

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A verdade é que o setor de meio-campo inexistiu para a Raposa. Lucas Romero cometeu erros técnicos no primeiro tempo, mas, sem a bola, pagava pela exposição no setor. A linha de frente subia desordenadamente a marcação, Gerson não sabia para onde correr, e o argentino tinha que percorrer espaços de dois, três, quatro homens. A conta não fecha, ainda mais diante de um grande time.

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O resultado foram as chances empilhadas até o gol de Arrascaeta, aos 34, quando o placar já poderia ter definido o classificado. Nos minutos finais, o Flamengo decidiu respirar no próprio campo e deu ao Cruzeiro a sensação de crescimento, que, na verdade, só aconteceu no segundo tempo. Um suspiro de vida.

A postura, de fato, foi outra no retorno do vestiário. O Cruzeiro, enfim, se apresentou como um time. Pressionava de forma alinhada, roubava bolas, sabia usar seus meias cerebrais e acionar Kaio Jorge em velocidade. O empate chegou rápido, e a resposta negativa do Flamengo dava indícios de que o enredo poderia mudar.

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Mas tudo isso durou menos de dez minutos, e o controle do Flamengo rapidamente se transformou em gol. Como em um treino de triangulações e finalizações, Lino recebeu de Pedro e marcou o segundo. Os donos da casa evitaram, rapidamente, o que poderia se tornar um sofrimento. No fim, o Cruzeiro teve a bola e até encontrou alguns espaços, mas com baixa qualidade para transformá-los em chances efetivas.

No acumulado, o Cruzeiro foi superior em apenas 10 dos 90 minutos jogados no Rio de Janeiro. Foi amassado em 45 e controlado no restante. O Flamengo soube, em todo o primeiro tempo e depois do segundo gol, que tinha o jogo nas mãos: 2 a 1 foi pouco.

Ao Cruzeiro, faltou tudo. E em larga escala. A desorganização coletiva permeia boa parte da análise, porque impediu o time de competir e ainda jogou para baixo algumas peças. De toda forma, vários desses nomes estiveram técnica e fisicamente abaixo.

Gerson após Flamengo x Cruzeiro

Acostumados a conduzirem o jogo, Gerson e Matheus Pereira tiveram um único lampejo: exatamente o que gerou o gol cruzeirense. Deixaram a desejar e não podem se apoiar apenas no domínio coletivo rival para justificar a baixa técnica. O mesmo vale para os outros do time – até Otávio, com decisões erradas para sair jogando. Jonathan Jesus ainda foi exceção, apesar do erro na linha de impedimento no segundo gol adversário.

Mais do que o resultado, o domínio sofrido no Maracanã é um duro golpe para um time que vem com uma ascensão pautada nos níveis de coletividade e competitividade. É necessário levantar rápido e entender exatamente o que o placar escondeu para evitar uma nova decepção contra o maior rival na Copa do Brasil.

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