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Uma operação da Polícia Civil da Bahia contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro bloqueou R$ 49,6 milhões em bens e valores de pessoas investigadas. A ação, batizada de Operação Véu de Areia,…
G1 — Brasil · 2026-08-20T09:21:33.000Z
Uma operação da Polícia Civil da Bahia contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro bloqueou R$ 49,6 milhões em bens e valores de pessoas investigadas. A ação, batizada de Operação Véu de Areia, acontece nesta quinta-feira (20) em Salvador e em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará.
A TV Bahia apurou que a facção investigada é o Bonde do Maluco (BDM), grupo criminoso com atuação em diferentes regiões da Bahia. Uma mulher foi presa até a última atualização desta reportagem.
A operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens e valores ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo mantém atuação em bairros de Salvador e possui uma estrutura organizada, com pessoas responsáveis por diferentes funções. As apurações também identificaram conexões com outros estados.
Dinheiro teria sido movimentado para esconder origem
De acordo com os investigadores, integrantes do grupo teriam usado pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e esconder dinheiro.
A polícia identificou transferências entre diferentes contas, circulação rápida de valores e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Essas transações são analisadas como possíveis indícios de lavagem de dinheiro.
A investigação também aponta que uma das lideranças do grupo, mesmo presa, teria continuado a exercer influência sobre a organização. Segundo a polícia, há indícios de que essa pessoa mantinha contato e articulava ações com integrantes e pessoas de confiança.
Operação em cinco estados
As ações acontecem de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará. A operação reúne policiais civis dos cinco estados.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir não apenas as pessoas investigadas, mas também o dinheiro e o patrimônio ligados ao grupo, além de reunir novas provas sobre a participação de cada suspeito.
A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), dentro de uma rede nacional de combate a organizações criminosas.
Participam ainda equipes especializadas em investigação de tráfico de drogas, homicídios, inteligência, crimes contra grupos vulneráveis, operações especiais e agentes do sistema penitenciário.