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Marcos Antônio virou ponta? O que Dorival Júnior quer do meia em novo esquema do São Paulo

Voz do Setorista: Bruno Giufrida analisa vitória do São Paulo sobre o Bolívar

ge — Futebol · 2026-08-20T10:35:57.000Z

Voz do Setorista: Bruno Giufrida analisa vitória do São Paulo sobre o Bolívar

O novo sistema tático do São Paulo, implementado por Dorival Júnior após a parada para a Copa do Mundo, conta com apenas um ponta de origem – geralmente Artur. Do outro lado, quem tem aparecido é o meia Marcos Antônio. Isso quer dizer que ele virou ponta? O técnico garante que não.

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A ideia de Dorival Júnior é deixar um dos corredores laterais aberto para a subida do lateral. Quando tem Artur como titular, é o atacante quem joga colado à linha na direita, enquanto o lateral daquele lado apoia por dentro, auxiliando na construção de jogadas – seja Lucas Ramon ou Buta.

Do outro lado, quem dá amplitude e aparece pelo corredor no ataque é o lateral-esquerdo, seja Wendell ou Iago. Já no apoio por dentro, não há uma regra. Os meias escalados têm liberdade para circular pelo campo, e algum deles pode aparecer pelo setor quando houver espaço, assim como Luciano, que também tem liberdade parecida.

Marcos Antônio, meia do São Paulo

Rubens Chiri / SPFC

– O Marcos não tem obrigação de estar pela esquerda. Eventualmente, alguém vai ocupar aquele espaço. Também vamos abrir o corredor para os laterais buscarem jogadas de fundo. Assim saiu o primeiro gol, com a infiltração do nosso volante (Danielzinho) – explicou Dorival em entrevista após a vitória sobre o Bolívar na última terça-feira.

Por que, então, Marcos Antônio tem aparecido diversas vezes pelo setor esquerdo do campo?

A explicação está no esquema de marcação implementado pelo treinador. Dorival gosta de marcar com duas linhas de quatro jogadores, com Luciano e Calleri sendo responsáveis pela pressão mais alta. Nesse desenho, Artur é quem marca pela direita e Marcos Antônio é o escolhido para fechar o setor esquerdo.

Sendo assim, quando o São Paulo não tem a bola, o meia ocupa aquele espaço. Quando o time recupera a posse e sai em transição rápida, normalmente Marcos Antônio se encontra na esquerda e parte de lá para participar da jogada.

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– O Marcos não tem obrigação nenhuma de estar naquele espaço, a não ser para iniciar uma marcação. O Marcos é o jogador que marca por fora, pela esquerda ou, quando não temos o Artur, pela direita. É uma necessidade que temos, defensivamente, de ter um jogador por fora. Marcos tem liberdade de movimento, não tem obrigação de posicionamento nenhum. Quero deixar isso bem claro.

Dorival Júnior em jogo-treino do São Paulo

Quando ficou sem Artur, Dorival chegou a testar Ferreirinha e Victor Sá como titulares, o que mudou o funcionamento ofensivo e a posição de Marcos Antônio no momento defensivo: os atacantes preferem o lado esquerdo e, por isso, o meia aparecia marcando pela direita e partindo de lá em momentos de transição.

Depois de seis jogos sem vencer, Dorival finalmente viu o sistema render uma vitória e a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana. Agora, o treinador tenta quebrar também o jejum de resultados positivos no Brasileirão, competição em que o Tricolor não vence desde 25 de abril, há nove rodadas.

A equipe são-paulina entra em campo neste domingo, às 18h30, quando visita a Chapecoense, na Arena Condá, pela 24ª rodada do Brasileirão.

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