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Dólar abre sessão desta quinta-feira, após anúncio do Tesouro americano e de olho no petróleo

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Brasil · 2026-08-20T12:00:30.000Z

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

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Com isso, os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,90% perto das 9h, cotado a US$ 94,28, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,31%, a US$ 88,67.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: -0,83%;

Acumulado do mês: +2,10%;

Acumulado do ano: --5,70%.

Acumulado da semana: +0,54%;

Acumulado do mês: -5,71%;

Acumulado do ano: +4,16%.

O Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos., para pelo menos US$ 4 bilhões por operação.

Petróleo volta a ficar no centro das atenções

O mercado internacional de petróleo voltou a ficar no centro das atenções. Nesta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada.

Um dos potenciais alvos seria a base aérea búlgara de Bezmer, que desde o mês passado tem sido utilizada por aeronaves do Exército dos EUA para reabastecimento;

Outra instalação que poderia ser visada é uma base aérea britânica no Chipre que já havia sido atacada por um drone iraniano em março.

Além disso, o regime iraniano também tem considerado a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz em caso essa nova escalada ocorra, segundo o FT. Tais ataques, caso venham a ser postos em prática, serviriam para elevar os riscos e consequências do conflito para os EUA, disseram as fontes iranianas ao jornal.

Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima.

Teerã, por sua vez, que disse estar perto de concluir o acordo com o Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem.

As tensões voltam a elevar preocupações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra, e seus efeitos na inflação e na oferta de energia pelo mundo.

O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial

Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel?

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta quarta-feira, conforme os rendimentos dos títulos públicos recuavam de máximas registradas em várias décadas e os investidores avaliavam uma série de atualizações corporativas.

Entre os destaques, as ações da fabricante de vacinas Moderna mais do que dobraram, após a empresa anunciar resultados positivos de uma terapia personalizada contra o melanoma, um tipo de câncer de pele.

O Dow Jones subiu 0,23%, enquanto o S&P 500 avançou 0,24% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,15%.

Já na Europa, a maioria das bolsas da região fechou em queda, em meio a preocupações com os efeitos da alta do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,11%, aos 651,16 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,14% e o CAC-40, da França, perdeu 0,09%. O FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,14%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia e após resultados corporativos abaixo do esperado.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 2,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, caiu 2,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,09% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 3,16%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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